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12 de maio de 2026

Clube do Livro d’AzMina celebra primeiro ano e anuncia novo encontro

Em parceria com o projeto História Guardada, o clube d’AzMina se estruturou como uma comunidade ativa para promover a leitura

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Criado para aproximar literatura, comunidade e debate feminista, o Clube do Livro d’AzMina, em parceria com o projeto História Guardada, completa seu primeiro ano em maio de 2026 consolidando-se como um espaço de troca entre as pessoas que apoiam o Instituto. Para marcar a data, o próximo encontro já está confirmado: dia 13 de maio (quarta-feira), às 19h30, para falar do livro “As Malditas”, de Camila Sosa Villada. 

Mediado por Ana Clara Pecis, criadora do História Guardada, o clube já promoveu seis encontros, com intervalos de dois meses. O foco da iniciativa são narrativas de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, alternando ciclos de leituras entre ficção e não-ficção. O primeiro livro discutido foi “Mau Hábito”, da autora Alana S. Portero, inaugurando uma lista de leituras sobre pertencimento, reencontro, descobertas e as experiências que atravessam a vida de mulheres e pessoas dissidentes de gênero e sexualidade. 

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Comunidade que se constrói entre encontros

Entre uma data e outra, as conversas continuam em um grupo de WhatsApp, onde participantes podem trocar impressões e escolher a próxima leitura com base na curadoria da equipe do História Guardada e d’AzMina.

“Sinto que o diferencial do clube d’AzMina não está apenas no foco em narrativas de mulheres ou pessoas LGBTQIAPN+, mas também na construção gradual de uma comunidade de pessoas que tentam inserir, sem pressão, as leituras ao lado das obrigações do trabalho, da vida doméstica e do tempo de qualidade com os amigos e com a família”, afirma Ana Clara.

Do lado d’AzMina, a organização e a articulação do clube ficam sob responsabilidade da coordenadora de comunidades, Natali Carvalho. Ao longo do primeiro ano, a iniciativa firmou parceria com as editoras Companhia das Letras, Ubu Editora, Relicário e Grupo Editorial Record e trouxe a tradutora de “Tornar-se Palestina”, Mariana Sanchez, para um dos encontros.

Captura de tela de outro encontro virtual do Clube do Livro d’AzMina, com dez participantes em formato de grade. Muitas exibem o livro Tornar-se Palestina, de Lina Meruane, com capa azul-clara, enquanto interagem em uma videochamada descontraída.

“A ideia surgiu de uma percepção simples: nossas apoiadoras não são só financiadoras — elas têm interesses, gostos e vontade de se aproximar da nossa equipe. O clube representa esse movimento de fidelização dessa comunidade e uma mudança na forma como esse relacionamento com as doadoras é pensado. Em vez de concentrar energia e investimento em ações intensas e pontuais, apostamos numa construção de longo prazo, que mantém as apoiadoras conectadas n’AzMina ao longo do ano inteiro”, explica Natali. 

A parceria com o História Guardada veio para potencializar essa construção a longo prazo, oferecendo um espaço que vai além da indicação de livros — com discussão, troca e um aprofundamento do olhar feminista sobre a literatura.

Leia mais: Para ler em 2026: as mulheres e os novos tempos

Literatura como espaço de reconhecimento e troca

O impacto do clube também é percebido pelas participantes, que destacam o papel da leitura coletiva para se conectar além das redes. Para Yasmin Moraes, integrante do grupo, a experiência de leitura se transforma.

“Adoro participar do Clube, existe um poder muito bonito da literatura que é o de se reconhecer nas histórias que a gente lê e o de conseguir imaginar o que vai além do que conseguimos enxergar na vida real. Quando leio sozinha, sou eu com a minha vivência dialogando com a história que estou lendo, mas quando fazemos isso com outras mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ isso é elevado a outras possibilidades e perspectivas.”

Ela complementa: “O grupo do clube é de pessoas dispostas a esse tipo de troca, de aprendizado e de conexão”.

Captura de tela de outro encontro virtual do Clube do Livro d’AzMina, com dez participantes em formato de grade. Muitas exibem o livro Tornar-se Palestina, de Lina Meruane, com capa azul-clara, enquanto interagem em uma videochamada descontraída.

Como funciona o Clube d’AzMina

  • Pra fazer parte é só apoiar com qualquer valor em catarse.me/azmina.
  • Quem participa do Clube pode convidar uma pessoa nova a cada encontro — mesmo que ela não seja apoiadora.
  • Os encontros são a cada dois meses. Sempre às quartas, 19h30.
  • O próximo encontro é dia 13 de maio, para ler a obra “As Malditas”.
  • Existe uma alternância entre ficção e não-ficção a cada encontro.
  • As obras são escolhidas pelo grupo.
Leia mais: Comunidades literárias na internet fortalecem laços feministas

O que já lemos no Clube

* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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