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Quem somos

A Revista AzMina é um veículo jornalístico focado na cobertura de temas diversos com recorte de gênero. Mas não tratamos mulher como uma categoria universal e consideramos sempre as perspectivas de raça/etnia, classe, orientação sexual e identidade de gênero (incluímos homens trans, transmasculinos e pessoas não binárias na nossa cobertura). 

Quando a Revista AzMina nasceu em 2015, a mídia brasileira chamava feminicídio de “crime passional”, “feminismo” era um palavrão e as mulheres negras, indígenas, trans e lésbicas eram invisíveis para a grande mídia. Não nos sentíamos representadas pelas definições estreitas de feminilidade e gênero em voga na mídia e na sociedade. Entendemos que esse posicionamento da mídia em relação às mulheres não apenas reflete, mas também reforça, a violência contra a mulher, além de manter ideias sexistas e estereótipos nocivos.

Nascemos em 2015 com um financiamento coletivo. Com a ajuda de quem sonhou junto, criamos nosso site, estrutura burocrática e financiamos nossas primeiras reportagens. De lá para cá,  nossos projetos e matérias informam e conscientizam cidadãos e lideranças sobre a importância de promover e proteger os direitos das mulheres, ampliam o autoconhecimento e a autoestima de mulheres e produzem evidências para mudanças voltadas à equidade de gênero e raça. Tudo que produzimos é gratuito, com o objetivo de chegar a cada vez mais pessoas. 

Atingimos milhares de pessoas em todo o Brasil diretamente em nosso site e outros milhões com nossas reportagens sendo republicadas pelas maiores mídias do país. Trazemos para o debate público vozes de diversas raças, classes, ideologias, orientações sexuais e gêneros. 

Em 2017, diante da expansão de nossas atividades, a Revista AzMina passou a ser parte do Instituto AzMina, uma organização sem fins lucrativos que tem como missão promover a igualdade de gênero. Além da revista digital e outros projetos de jornalismo (Elas No Congresso, MonitorA e Mapa das Delegacias da Mulher), o Instituto gerencia um aplicativo de enfrentamento à violência doméstica, o PenhaS, campanhas para combater a desigualdade e a violência de gênero, palestras e consultorias. 

A fim assegurar sua independência editorial, a Revista AzMina trabalha sem a interferência do Instituto e de seus doadores, seja nas pautas jornalísticas, edição ou publicação de conteúdo. 

Nossa liderança

Expediente da revista

Quem financia o nosso jornalismo

AzMina tem diversos parceiros que financiam a estrutura institucional e de projetos de jornalismo. São recursos vindos de doações de fundações e pessoas físicas, editais e patrocínio a projetos. Também temos parceiros que prestam serviços pro bono.

Diversidade de vozes

AzMina acredita que feminismo é uma questão de direitos humanos e é impossível atingir a equidade de gêneros sem diálogo com toda a sociedade, o que inclui os homens. Conscientes de que as mulheres estão em posição de desvantagem social, no entanto, priorizamos, sempre que possível, as vozes femininas, para desfazer um desequilíbrio histórico reproduzido e reforçado pela imprensa tradicional. Também buscamos uma visão interseccional, com reconhecimento das desigualdades vividas por diferentes grupos de mulheres, por isso, trazemos para o debate público vozes de diversas raças e etnias, classes, ideologias, orientações sexuais e gêneros.

Também defendemos que uma cobertura jornalística diversa começa com a composição de uma equipe diversa. Hoje, nossa turma é formada por 20 mulheres localizadas em cinco estados, sendo 65% de pessoas negras, 35% LGBTQIA+ e 25% de jovens (com menos de 24 anos).

O que guia o jornalismo d’ AzMina 

QUAL É A MISSÃO DA REVISTA AZMINA?

Dar ferramentas para que a sociedade enfrente as desigualdades de gênero e outras opressões por meio da informação de qualidade e independente. Acreditamos que um dos deveres do jornalismo é colaborar para a construção de uma sociedade mais justa. Ao produzirmos reportagens noticiosas factualmente precisas, justas e completas, visamos alimentar debates que livrem as mulheres de todos os tipos de violência, considerando as diversidades de raça, classe e orientação sexual.

QUAL É A VISÃO DA REVISTA AZMINA?

A Revista AzMina é uma publicação jornalística feminista, ou seja, baseada na ideia de equididade entre as pessoas. Sonhamos com um mundo em que pessoas de todas as raças, classes, religiões, orientações sexuais e identidades de gênero tenham acesso a informações que as permitam lutar por (e conquistar) uma vida livre de violência e opressão. Que possam desenvolver seu máximo potencial pessoal, profissional, político, espiritual e emocional sem impedimentos. 

QUAIS SÃO OS VALORES DO JORNALISMO FEITO PELA REVISTA AZMINA?

  • AzMina se opõe a qualquer tipo de controle à liberdade das mulheres e pessoas trans;
  • AzMina acredita numa visão interseccional do feminismo;
  • AzMina se opõe a toda forma de racismo, lesbofobia, homofobia, transfobia ou qualquer outro tipo de preconceito;
  • AzMina usa em todo seu conteúdo linguagem acessível e simples e não recorre a estereótipos e a termos preconceituosos ou capacitistas (que discriminam pessoas que tenham algum tipo de deficiência); 
  • AzMina acredita que direitos sexuais e reprodutivos são direitos humanos básicos e se posiciona em defesa da descriminalização do aborto no Brasil; 
  • Em denúncias, escutamos com cuidado e respeito a versão das mulheres sobre os acontecimentos e, a partir disso, seguimos normas de boas práticas de jornalismo e a legislação vigente, ouvindo os outros lados quando cabível (ver mais na sessão “denúncias de violência”), investigando e apurando os casos de violência contra mulher com responsabilidade;
  • Não fazemos cobertura de denúncias de casos individuais de violência, mas sim de histórias grandes ou representativas de um problema estrutural. Casos individuais podem ser usados como exemplo em coberturas maiores; 
  • Buscamos um diálogo respeitoso e acolhedor com todes;
  • Acreditamos que não existem perguntas proibidas ou assuntos tabus e o primeiro caminho para a desconstrução é o debate aberto e sincero;
  • Queremos atingir todas as pessoas, mas sobretudo mulheres, homens trans e pessoas não-binárias, sejam quais forem suas crenças, valores ou posição social;
  • Não acreditamos em inquisições de redes sociais e não entramos em campanhas de destruição de reputações – por mais questionáveis que os indivíduos em questão possam ser, defendemos ser papel da Justiça, e não do jornalismo, julgá-los;
  • Por estatuto e princípio, não apoiamos e nem divulgamos discursos de ódio contra nenhum grupo – eventualmente os reproduzimos apenas para fins jornalísticos;
  • Acreditamos na colaboração e construção coletiva como forma de fazer jornalismo. Buscamos trabalhar em parceria com outros veículos e profissionais, impulsionar o trabalho de colegas jornalistas e pensar a produção de conteúdo a partir de uma visão de não competição, com foco no interesse público e também no crescimento do ecossistema jornalístico. 

Política de erros 

A Revista AzMina preza pela transparência, precisão e veracidade das informações publicadas em suas matérias. Trabalhamos com fontes qualificadas e checagem de todo conteúdo pela equipe editorial. Além disso, todas as matérias passam pela edição de ao menos duas profissionais. 

Para reportar um erro, envie um e-mail para [email protected]

Caso algum erro de informação venha a ser publicado, ele será corrigido de maneira ágil e transparente. Se percebermos internamente ou recebermos a notificação de conteúdo errado, nossas editoras vão verificar a informação e, tão logo o erro seja confirmado, ele será corrigido e uma errata será adicionada à matéria, informando aos leitores do erro e da alteração, bem como da data em que ela for feita. 

Para erros graves, que afetem o assunto central da matéria, a errata ficará no início do texto. Já para erros menores, que não estejam ligados ao conteúdo central da reportagem, a nota de errata ficará no final do texto. Em casos mais graves, a reportagem será republicada com notificação do erro, tanto em nosso site como em redes sociais. 

A gravidade dos erros será avaliada caso a caso pela nossa equipe editorial, incluindo repórteres, editoras e diretora de conteúdo. 

Todos os conteúdos corrigidos ficarão reunidos na nossa página de erratas

Alterações após a publicação da matéria só são feitas em caso de erro ou em caso de retirada de informação para garantir a segurança de fonte ou pessoa entrevistada e serão devidamente notificadas.

Melhores práticas na apuração

O QUE É PAUTA NA REVISTA AZMINA?

Na Revista AzMina, todo tema é considerado assunto de mulher e de pessoas trans e não existem pautas proibidas. Porém, priorizamos o jornalismo aprofundado, crítico e investigativo em detrimento de cobrir o hard news – ou seja, as notícias “quentes”, de última hora, que apenas registram o que ainda está acontecendo ou o que acabou de acontecer. Se algum tema quente está pautando o debate social, buscamos ir além da notícia, trazendo análises, dados inéditos e novas visões mesmo em reportagens mais imediatas. 

Também priorizamos pautas ignoradas ou que não recebam o destaque necessário na grande imprensa e buscamos trazer novos recortes sobre temas explorados em geral a partir do olhar masculino ou sem recorte de gênero. 

As editorias da Revista AzMina são decididas conjuntamente pela equipe da redação e passam por revisões esporádicas, podendo ser questionadas ou alteradas a qualquer momento. Atualmente, as editorias são:  Política, Violência, Saúde, Feminismos, Comportamento, Cultura, Dinheiro, Esporte e Maternidade.

FINANCIAMENTO DE REPORTAGENS

  • AzMina não aceita que empresas e marcas patrocinem reportagens; marcas só podem patrocinar produtos, campanhas de conscientização ou projetos sem poder de opinar no conteúdo jornalístico da revista em suas diversas plataformas; 
  • AzMina não faz reportagens pagas.

POSICIONAMENTO EDITORIAL DA REVISTA

  • AzMina deixa claro seu posicionamento em relação aos direitos das mulheres e de pessoas trans e direitos sexuais e reprodutivos. Toda reportagem feita pela Revista AzMina partirá do princípio de que: a) o direito de escolha sobre ser mãe ou não é um direito humano básico da mulher, atualmente negado pelo governo às brasileiras; b) violência contra a mulher, em todas suas formas, não é tolerável; c) paixão, amor, ciúmes, etc não são justificativas para a violência contra a mulher – nada é justificativa para a violência contra a mulher; d) os gêneros masculinos e femininos são construções sociais e que, independente da biologia, as pessoas devem ter sua identidade de gênero respeitada.
  • Temos colunistas de opinião e também um compromisso em dar voz às nossas leitoras, publicando seus textos e histórias em nossos Divãs – sempre respeitando a lei e a ética jornalística conforme normas do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. No entanto, essas seções e colunas são sinalizadas no site e nunca devem se sobrepor ao jornalismo aprofundado. 
  • Todos os conteúdos publicados no site, em redes sociais e newsletters refletem as políticas editoriais da Revista AzMina e são devidamente sinalizados quando se tratar de opinião. 
  • Todos os conteúdos publicados pela Revista AzMina têm autoria identificada, com exceção de seções como “Divã”, que traz relatos anônimos de mulheres – sempre editados pela equipe editorial.
  • Nas reportagens, adjetivos são usados com moderação e prioritariamente em descrições de pessoas e lugares e não de fatos ou leis, por exemplo – sempre mantendo cuidado para se incluir o mínimo de julgamento possível, prezando pela objetividade. Pode-se dizer que uma pessoa é “tem um sorriso bonito” ou que um parque é “vasto”, mas não se pode dizer que “a lei é boa” e “o presidente é sensato”, a não ser em colunas de opinião ou que venha da avaliação de uma fonte sendo citada.

REGRAS BÁSICAS SOBRE FONTES

  • Priorizamos especialistas e fontes, em geral, mulheres. E buscamos diversidade nas vozes,  ouvindo mulheres não brancas, não cisgêneras;
  • Buscamos fontes de instituições e grupos cuja atuação, história e reputação as qualificam para tratar do tema da reportagem;
  • Buscamos fontes e instituições fora do eixo Rio, São Paulo e Brasília;
  • Sempre procuramos os melhores especialistas no assunto e, se eles estiverem em outros países, fazer a entrevista em outro idioma e fazemos a tradução para o português;
  • Especialistas e instituições de boa reputação e reconhecimento na área em questão são consideradas fontes confiáveis;
  • Sobre anonimato de fontes: a Revista AzMina reconhece o valor jornalístico de fontes não anônimas, mas entendemos como prioridade não expor a mulher entrevistada quando ela correr perigo. Avaliamos caso a caso as consequências da exposição da identidade da entrevistada, bem como explicamos abertamente a ela tudo que pode estar envolvido, para que a escolha seja feita com consciência e informação;

REGRAS BÁSICAS SOBRE DADOS, NÚMEROS E ESTUDOS

  • Como explicitado na nossa política de erros acima, toda a informação publicada por AzMina é checada e passa pela edição de ao menos duas profissionais;
  • Sempre que possível, usamos a fonte original, linkando o estudo completo citado para que nossas leitoras e leitores vejam na íntegra e possam formar opiniões mais profundas;
  • Sempre damos o crédito! Nos inspiramos em outra reportagem ou coluna? Citamos a reportagem exclusiva ou dados de outra mídia? Damos o crédito e link à fonte;
  • Quando não é possível localizar o estudo completo em português a tempo do fechamento da reportagem, checamos com ao menos três fontes de credibilidade socialmente reconhecida na área em questão, e atribuímos a informação a uma dessas fontes. Por exemplo: Se o especialista Fulano diz que, segundo um estudo do Ministério da Saúde, 10% das mulheres têm câncer de mama e o ministério não nos fornece o estudo no tempo necessário para publicação da reportagem, confirmamos o dado com outros dois especialistas ou instituições e não atribuímos ela ao Ministério da Saúde, mas ao especialista Fulano que é, na realidade, quem serviu de fonte de informação à revista.
  • Buscamos sempre trazer uma visão crítica dos números centrais à reportagem (isso não vale para números acessórios), trazendo contrapontos e explicando como eles foram obtidos. 
  • Quando se tratam de dados oficiais, ou seja, do governo, buscamos sempre que possível e necessário consultar fontes alternativas, que podem subsidiá-los ou contrariá-los. Registramos isso no texto;
  • Sempre explicamos a metodologia usada nos levantamentos para que o leitor e leitora possam decidir se consideram uma metodologia válida; 
  • Sempre informamos as fontes dos dados, citando também o ano do levantamento; 
  • No uso de dados públicos, mantemos registro das informações levantadas, para além dos resultados consolidados para análise; 
  • Primamos pela transparência e informações abertas. Nos levantamentos realizados pela equipe AzMina, disponibilizamos os dados brutos e a metodologia do levantamento para uso por quaisquer interessados; 
  • No uso de tecnologias de automação e inteligência artificial para levantamento de dados, divulgamos também o código usado, tanto para fins de transparência, quanto para que possa ser adaptado e usado por outras iniciativas.  

O QUE DIZEMOS E O QUE NÃO DIZEMOS (e o que isso diz sobre nós) 

  • AzMina não usa @ ou X como caracteres para neutralidade de gênero porque esse uso não é inclusivo com pessoas com deficiências visuais, já que seus leitores automáticos não conseguem entender as expressões. Em vez disso, buscamos uma linguagem sem gênero e, se não for possível, usamos o feminino e o masculino. Por exemplo: “Todos e todas gostam de chocolate” ou “Todas as pessoas” e não “TodXs” ou “[email protected]” ou ainda “Todes” somente;
  • AzMina não usa eufemismos para falar de gordura porque gordura não é defeito. Usamos “gorda” e não “curvilínea”, “gordinha” ou “rechonchuda” (a não ser que seja para se referir a crianças). Plus size é tamanho de roupa, pessoas não são plus size. Não falamos modelos plus size, falamos em modelos gordas ou, apenas, modelos;
  • AzMina evita o uso do adjetivo “obesa” (o), para evitar a visão medicalizadora que associa gordura com doença (para entender melhor o debate, leia essa reportagem);
  • AzMina não infantiliza ou trata suas leitoras com condescendência. Não usamos expressões como “menina”, “senta aqui com a tia” ou similares;
  • AzMina não usa termos como “crime passional” ou “assassinato por ciúmes” porque acredita que esses casos não podem ser romantizados e o amor não pode ser usado de  justificativa para o feminicídio;
  • AzMina jamais usa a palavra “sexo” para falar de estupro;
  • AzMina não aborda, jamais, a reputação, comportamento ou roupa da vítima em matérias sobre violência contra a mulher;
  • Não reproduzimos termos e conceitos em inglês sem adaptá-los ao idioma português e à realidade do Brasil. Essa medida visa tornar a informação democrática e descolonizar o feminismo brasileiro;
  • Ao se referir a pessoas negras, não usamos termos como “morena”, “mulata” ou “de cor”;
  • As seguintes expressões são vetadas por serem racistas: mulata, inveja branca, “neguinho faz isso”, dia de branco, judiar, baianada, “cara de cearense”, “programa de índio” e similares;
  • Quando tratamos de deficiências, dizemos “pessoa com deficiência” e não “pessoa portadora de deficiência”. Jamais usamos “necessidades especiais” ou “deficientes”, pois são considerados termos capacitistas. Abordamos os temas seguindo as boas práticas recomendadas pelo Manual de Jornalismo Humanizado do Think Olga.
  • A expressão Doença Rara (DR), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), só pode ser usada para doenças que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1,3 para cada 2 mil pessoas.
  • AzMina busca evitar estereótipos do que é entendido como “feminino” ou “masculino” no que se refere ao jeito de se portar, se vestir, pensar, maternidade, entre outros. Evitamos frases como “típico de mulheres” e “típico de homens”;
  • Exploração sexual ocorre quando há sexo forçado entre um adulto com um menor de idade ou pessoa adulta que não consente com o ato. Trata-se de estupro mediado pelo dinheiro. Tráfico sexual ocorre quando existe ganho financeiro em cima do trabalho sexual forçado de outra pessoa. Por exemplo: no caso de uma menina de 14 anos, o cliente é explorador; o cafetão, traficante sexual.
  • AzMina adota a auto-identificação de gênero, raça e orientação sexual como critério para classificar as pessoas. Na dúvida, perguntamos à entrevistada ou ao entrevistado com que pronome, por exemplo, prefere ser tratada ou tratado; 
  • Optamos pela palavra “transgênero” e não “transexual”, mas sempre perguntamos à entrevistada como ela se define; 
  • AzMina preza pela forma como as pessoas falam e acredita que essa é uma informação importante para a reportagem. Não alteramos as falas das pessoas para a norma culta da língua, respeitamos suas escolhas linguísticas. Alterações em falas só são admitidas quando é necessário resumir ou adaptar para a compreensão escrita, desde que isso não altere o significado do que a pessoa diz;
  • Não usamos as palavras “mãe”, ou correlatas, e “bebê”, ao falar de aborto. A maternidade está relacionada à escolha da mulher. Usamos sempre “mulher” e “feto” nesta cobertura. Para cobertura de aborto, seguimos as orientações do Manual de Jornalismo Humanizado da Think Olga; 
  • Não usamos a expressão “pró-vida” para nos referirmos aos grupos que são contrários ao direito de escolha da mulher, uma vez que a criminalização do aborto causa muitas mortes de mulheres no Brasil. Nestes casos, optamos por “grupos contrários à legalização do aborto”;
  • AzMina procura não definir mulheres por sua cor ou identidade de gênero, a não ser que esta informação seja realmente relevante para a reportagem; 

CONDUTA DAS JORNALISTAS DA REVISTA AZMINA

  • Nenhuma repórter pode ou deve cobrir assuntos que conflitem com interesses pessoais ou de seus familiares, amigos ou outros locais em que ela trabalhe ou invista;
  • Repórteres da Revista AzMina não podem ter filiação partidária e devem evitar manifestar publicamente preferências por candidatas ou candidatos específicos em eleições, pois isso pode afetar como o público enxerga sua cobertura jornalística;
  • As repórteres não enviam as reportagens ou textos produzidos antes da publicação para aprovação pelas fontes, salvo exceções que devem ser conversadas com a editora antes;
  • As colaboradoras d’AzMina podem apenas receber presentes simbólicos, que não excedam o valor de R$ 200. Tais benefícios se estendem a doações advindas de empresas, partidos políticos, ONGs e fontes ouvidas em reportagens;
  • Em caso de convites para refeições, doações de passagens ou hospedagem para realização de apuração, a reportagem deve deixar claro ao leitor quem ofereceu o patrocínio em nota ao final da publicação.

Denúncias de violência

OUVIR A VÍTIMA RESPEITANDO O OUTRO LADO

  • Ouvimos a declaração de mulheres vítimas de estupro e outras violências com respeito e sem duvidar de sua palavra, mas sem presumir que sua versão é a verdade absoluta dos fatos;
  • Acreditamos que a denúncia da vítima terá maior repercussão  e será creditada socialmente se vier acompanhada de uma investigação jornalística que agregue outras provas e depoimentos de testemunhas sempre que possível. Isso não é duvidar da vítima, mas fortalecer a apuração do caso;
  • Não chamamos os acusados de “estupradores”, “agressores” ou “assassinos”, mas, sim, “acusado de agressão, estupro, assassinato” ou “suspeito”, a não ser que haja provas inegáveis do crime mesmo antes do julgamento, como vídeos do ato. Após condenação, é preferível uso de expressões que tragam a decisão da justiça, como “condenado por estupro”; 
  • Da mesma forma, presumimos que a vítima não está mentindo até que se prove o contrário;
  • Nunca apresentamos o relato de uma mulher com palavras que dêem a entender que ela pode estar mentindo. Assim, preferimos “fulana conta” e “fulana diz” a “fulana alega”;
  • Sobre ouvir o outro lado e divulgar suas falas, acreditamos que há casos em que não se aplica: a) quando há provas definitivas de que a pessoa cometeu atos de violência como feminicídio, estupro, agressão contra a mulher, racismo, etc. Acreditamos que não é nosso papel dar espaço para falas de um agressor. b) quando a pessoa ouvida diz mentiras, discurso de ódio ou violento ou desinformação – nestes casos, a Revista AzMina debaterá internamente sobre a validade de divulgar ou não o que foi dito e se responsabilizará por divulgar a informação correta, caso opte por publicar a desinformação dita;  

QUANDO CITAMOS AGRESSORES PELOS NOMES

  • Citamos pelo nome pessoas públicas;
  • Só citamos pelo nome pessoas não-públicas quando já tiverem sido condenadas, o caso já for de conhecimento público amplo ou a apuração aprofundada apresentar elementos suficientes para uma grande probabilidade de culpa e necessidade de investigação que não está sendo conduzida pela polícia. Mesmo nestes casos, a repórter deve tomar a decisão em parceria com sua editora e sempre se referir ao acusado como “acusado” ou “suspeito”.

Questões legais

USO DE IMAGENS 

  • AzMina não publica ou divulga imagens de pessoas sem sua autorização, salvo no caso de uso de imagens de figuras públicas ou reprodução de imagens amplamente divulgadas; 
  • AzMina procura incluir a maior diversidade possível de corpos em suas imagens representativas, sempre destacando a multiplicidade do ser mulher, sem reforçar padrões estéticos; 
  • AzMina procura produzir suas próprias imagens, mas quando necessário, faz uso de bancos de imagem públicos ou acervos digitais de livre reprodução, dando os devidos créditos; 
  • AzMina não usa imagens de mulheres grávidas ou de bebês e fetos para ilustrar conteúdos sobre aborto; 
  • AzMina não divulga imagens de pessoa trans anteriores à sua transição, a não ser que a divulgação seja combinada com a pessoa e tenha algum propósito informativo.

TRATAMENTO COM MENORES DE IDADE

  • AzMina não expõe identidade ou rosto de menores denunciados, investigados ou condenados por crimes ou vítimas de violência sexual, mesmo que o resto da imprensa o esteja fazendo – exceção para casos de pessoas públicas ou filhos de pessoas públicas em casos de amplo conhecimento. No último caso, faz-se referência aos pais mas não  publicamos o nome ou imagem do ou da menor;
  • AzMina não entrevista menores sem a autorização dos pais ou responsável a não ser que essas crianças sejam vítimas de violência com as quais os pais sejam coniventes. Exemplo: crianças vítimas de casamento infantil ou exploração sexual;
  • AzMina pede autorização por escrito, assinada por um dos pais ou responsável, para publicar fotos ou vídeos de menores de idade que não se enquadrem nos casos anteriores.

Acessibilidade

  • Toda imagem publicada no site ou rede social d’AzMina deve vir com campo “descrição de imagem” preenchido com uma descrição detalhada da imagem por escrito, descrevendo cores e figuras, bem como transcrevendo eventuais textos, para que leitores para pessoas com deficiência visual possam realizar a leitura; 
  • Quando não houver o campo “descrição da imagem” na plataforma de publicação, a imagem deve ser publicada com o texto “Descrição da Imagem:”, seguido de uma descrição por escrito dos elementos visuais ali presentes;
  • Todo vídeo produzido e publicado pela Revista AzMina deve contar com legendas por escrito; 

Interação com leitoras e leitores

  • A gerência de comunidade da AzMina está presente nas redes sociais da AzMina (Instagram, Facebook, Twitter e Linkedin), e-mail ([email protected]) ou Whatsapp. 
  • Os e-mails de contatos individuais das integrantes de nossa equipe não estão expostos publicamente para segurança das próprias, evitando que sejam alvos de ataques misóginos e violentos.
  • Respostas a leitores em nome da Revista devem ser dadas somente pela administradora de redes sociais e, quando ela for a autora da postagem, por sua suplente. Em casos de risco à reputação da revista, a resposta deve passar pela aprovação de ao menos uma das diretoras;
  • AzMina não tagueia oficialmente as leitoras que escrevem para nós para evitar que elas sejam vítimas de perseguição. A única exceção é para pessoas públicas;
  • AzMina não tolera violência e discurso de ódio e outros crimes e comentários com esse teor serão deletados, bem como os usuários que os fizerem bloqueados do perfil;
  • AzMina procura responder todas as mensagens recebidas, seja pelas redes sociais, e-mail ou Whatsapp. Para assuntos em comum e recorrentes, as respostas são guiadas por orientações discutidas coletivamente pela equipe. Já casos específicos são respondidos caso a caso.

Ficamos sempre felizes de falar com vocês, nossas leitoras e apoiadoras! Como somos uma equipe pequena, pedimos um pouco de paciência e compreensão quanto ao prazo da resposta, ok!?

Para facilitar, respondemos algumas questões abaixo. Veja se já ajuda:

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