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Rayana Burgos
1 de outubro de 2021

AzMina recebe incentivos de diversas instituições do mundo para manter o jornalismo feminista

Por muito tempo, o apoio de nossas leitoras foi a principal fonte de financiamento da AzMina. No entanto, nos últimos anos, o financiamento de instituições de diversas partes do mundo, que acreditam na importância da produção de conteúdo feminista e no jornalismo independente com foco em direitos humanos e igualdade de gênero, permitiram a ampliação do trabalho da organização. 

Desde 2019 contamos com o apoio de dois importantes financiadores: o Mama Cash  (2018-2021), o mais antigo fundo internacional para mulheres do mundo e a Open Society Foundation (2019- 2021), uma rede internacional de filantropia que promove a justiça e a mídia independente. Esses financiamentos têm sido essenciais para expandir nossa equipe, manter o jornalismo feminista e dar sustentabilidade para a AzMina.

Nessa mesma linha de apoio, nos primeiros meses de 2021, conseguimos  o financiamento do Fundo Elas, o único Fundo de Investimento Brasileiro que foca na promoção da atuação feminina na sociedade, e do Equality Fund, um fundo internacional de apoio a movimentos feministas. Além disso, também fomos uma das organizações escolhidas pelo edital “Nas Trilhas de Cairo”, uma iniciativa do Fundo de População da ONU (UNFPA) para apoio e fortalecimento de organizações da sociedade civil. Com esses financiamentos podemos focar cada vez mais no fortalecimento da nossa equipe em defesa dos direitos das mulheres.  

AzMina é uma organização da sociedade civil e transparência é um dos nossos principais valores. Todas as nossas contas são auditadas por entidade independente e, assim como nossos relatórios de atividade, são disponibilizadas no nosso site.  Você também pode acompanhar nosso trabalho pelas nossas newsletters (inscreva-se, aqui).

Além do apoio institucional, também recebemos financiamento direcionado à realização de projetos. Saiba mais sobre eles:

1. Elas no congresso

Como jornalistas, nosso papel é fornecer informações qualificadas sobre os diversos assuntos que impactam a vida das mulheres, para que nossas leitoras possam tomar decisões em seu dia a dia com base em fatos. Por isso, em junho de 2020,  com base nesse apoio do GNI, lançamos o Elas no Congresso, nossa  plataforma de monitoramento dos direitos das mulheres no Congresso Brasileiro, que conquistou a categoria Inovação do Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados 2020, o mais importante prêmio do país nessa área.

Além disso, em 2021,  pelo segundo ano consecutivo, AzMina foi selecionada para participar do Desafio da Inovação da Google News Initiative na América Latina. Em parceria com o Núcleo Jornalismo, vamos criar o Amplifica, uma ferramenta de escuta e interação com as leitoras e leitores. 

O Amplifica é uma ferramenta que busca facilitar a participação da comunidade com os sites de notícias, usando ferramentas de monitoramento de redes sociais para organizar um fluxo orgânico de conteúdo e, assim, aproximar as pessoas e enriquecer discussões importantes.

2. MonitorA
Em parceria com o Instituto Update, lançamos a primeira versão do projeto do MonitorA, em 2020, que monitorou o discurso de ódio contra candidatas nas eleições de 2020. MonitorA capturou mais de 93 mil tweets de 123 candidatos de 7 estados brasileiros, analisando os termos e contextos desses tweets e mostramos, com dados, como eles são misóginos, lgbtfóbicos, racistas, transfóbicos, etc.

No ano de 2021, com o apoio do InternetLab, estamos realizando a segunda versão do MonitorA, mas dessa vez nosso foco será monitorar a violência online contra mulheres jornalistas. Continuaremos acompanhando e denunciando o discurso de ódio contra as mulheres! 

3. Futurar
Como parte do projeto Narramos a Utopia, uma iniciativa de Puentes para dar voz às diferentes narrativas feministas e mostrar o futuro que queremos construir, nós criamos o podcast Futurar, em parceria com o Conversa de Portão (Nós, Mulheres da Periferia). A série de três episódios, lançados em julho de 2021, discutiu como, em meio aos desafios trazidos pela pandemia e àqueles que já existiam, as mulheres negras seguem imaginando e criando futuros possíveis no meio ambiente, economia do cuidado e tecnologia.

4. PenhaS
O PenhaS, nosso projeto de enfrentamento à violência contra a mulher, contou com o apoio de diferentes financiadores desde o lançamento. Financiaram o aplicativo organizações como  Mama Cash (2016-2017), Fundação Spykman (2019) e Fundo Mulheres do Sul (2019-2020), que promove os direitos das mulheres e das pessoas LBTIQIA + na América Latina e no Caribe. Esses parceiros permitiram que o aplicativo fosse desenvolvido e utilizado como uma ferramenta de conscientização coletiva e denúncia. Unindo em uma mesma plataforma o compartilhamento  de informações, o empoderamento feminino, a criação de uma rede de proteção e a participação da sociedade. 

Em 2021, fomos uma das quatro organizações de abrangência nacional selecionadas pelo programa Magalu, de combate à violência contra a mulher. Nosso objetivo com esse apoio é continuar oferecendo informação qualificada cujo objetivo é enfrentar um dos principais obstáculos no combate à violência contra a mulher: o medo de denunciar. 

5. Sustainability Lab 
Com o apoio do programa do Sustainability Lab for digital-first newsrooms (SLab), em 2021, vamos impulsionar nossa produção audiovisual no Youtube. O Sustainability Lab nos apoia na criação de conteúdos para nosso canal do Youtube ao mesmo tempo em que reforça o nosso compromisso com o compartilhamento de informação de qualidade. 

Esse programa busca apoiar organizações jornalísticas que querem impulsionar a produção de conteúdo digital. Com isso, vamos diversificar os canais de contato com o público e continuar firmes no nosso compromisso de fazer um jornalismo feminista. Queremos intensificar o uso de tecnologia do meio digital para ampliar o acesso à  justiça, a redução das desigualdades e a promoção dos direitos humanos. 

6. Pro Bono – Manesco 
Em 2021, iniciamos uma parceria Pro Bono com o Escritório de Advocacia  Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques – Sociedade de Advogados, para poder continuar com apoio jurídico na defesa dos direitos das mulheres. Entre 2018 e 2020, o Mattos Filho Advogados foi responsável por nos apoiar institucional e juridicamente.

Rayana é Cientista Política pela Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) e membro da rede Youth Climate Leaders. Tem experiência de pesquisa sobre eleições e representação feminina na América Latina. Atua com advocacy, pesquisa e políticas públicas com foco em gênero, raça e clima. É Recifense com o pé no chão e o coração no mundo!

* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

Quem está na cola do machismo mesmo?

Desde 2015, AzMina está do lado das mulheres e da luta pelos nossos direitos. E, ao nosso lado, nós tivemos muitas leitoras e leitores, que financiam o nosso trabalho e acreditam que jornalismo feminista deve chegar a todos. Graças aos nossos apoiadores, impactamos a vida de milhares de mulheres e produzimos cada vez mais conteúdos e projetos. Nossas reportagens, vídeos, podcasts, campanhas de conscientização e projetos como o PenhaS e o Elas no Congresso são totalmente gratuitos.

Se você valoriza tudo isso, considere fazer uma doação. Junte-se às mais de 500 pessoas que tornam o nosso trabalho possível. A maior parte dos nossos apoiadores contribui com R$ 20 mensais e cada real é importante.

O jornalismo feminista independente é muito essencial à Democracia sempre. Mas no Brasil de 2021, não podemos descuidar nem um dia. Para isso, AzMina depende de você.

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