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17 de março de 2026

Transfobia e controle social: quem define o que é ser mulher?

O discurso que ataca mulheres trans é o mesmo que controla todas nós. Entenda por que o feminismo precisa ser inclusivo.

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Quando ouvimos que existe uma “forma certa” de ser mulher, não estamos diante de uma defesa dos nossos direitos, mas sim do reforço de uma estrutura de poder que precisa da nossa submissão para sobreviver.

Banner com fundo claro. À esquerda, uma lata aberta com a frase “Feminismo sem conservadorismo” impressa no rótulo. À direita, há um texto em destaque que diz: “Sem anunciantes. Sem medo. Contra o conservadorismo, a transfobia e a desinformação.” Abaixo, lê-se: “Apoie o jornalismo feminista que enfrenta as agendas antigênero no Brasil.” Logo abaixo aparece um botão com a frase “Apoie AzMina agora”. No canto direito do banner está o logotipo do Instituto AzMina.

A estrutura que tenta invalidar a identidade trans é a mesma régua que mede o comportamento de mulheres cis, sobrecarrega nossas rotinas e reduz nossas existências a funções biológicas ou reprodutivas. Ao se aliarem ao conservadorismo para fiscalizar corpos alheios, grupos que se dizem feministas acabam fortalecendo justamente as engrenagens que nos mantêm presas em “caixinhas”.

Nossa luta é interseccional e transfeminista. Não existe emancipação real se ela for baseada na vigilância do corpo da outra. Se a estrutura de opressão é a mesma, nossa resistência precisa ser coletiva e sem recuos. O jornalismo d’AzMina existe para dar nome a essas estruturas e desmascarar falsos discursos de proteção.

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* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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