
Mais de 600 pessoas já passaram pelo Festival AzMina: Sonhando Feminismos neste 1º de novembro. O evento comemora os 10 anos do Instituto AzMina, organização que une jornalismo, tecnologia e direitos humanos. O público que esteve na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, aproveitou os painéis, oficinas, performance artística, feirinha com marcas parceiras.
O primeiro painel, que abordou os direitos reprodutivos, contou com a presença de Maitê Gauto (Oxfam Brasil), Marcello Medeiros (Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde) e Simony dos Anjos (Rede de Mulheres Negras Evangélicas), com mediação de Joana Suarez (AzMina). Nele, Simony dos Anjos afirmou que “nós estamos resistindo não só contra a ofensiva moral contra o aborto, mas contra o controle do corpo de todos.”

Paralelamente ao painel, ocorreu a oficina de escrita com Natália Sousa, podcaster e escritora, que reuniu 30 participantes. Segundo ela, a ideia era que as mulheres colocassem suas ideias e histórias no papel. “Quando a gente pensa em mulheres, já pensamos numa criação machista que silencia, e elas conseguiram ver (na oficina) que a escrita era esse lugar de criação, de autoria e autonomia.”
O segundo painel, que fez um resgate da Primavera Feminista, passando das hashtags às novas formas de falar sobre gênero no Brasil, contou com a presença de Ana Flor (mestranda em Educação), Carolline Sardá (comunicadora) e Débora Baldin (comunicadora popular). “O maior desafio que estou tentando construir, dentro e fora da internet, é que podemos ser feliz na comunidade travesti”, contou Ana Flor. Para Débora Baldin é preciso “adaptar a linguagem mesmo, ir pra cima e disputar agenda política com eles, porque eles estão disputando com a gente.”
O Festival AzMina acontece até 20h com programação gratuita que celebra a resistência, a arte e os sonhos feministas, e um show de encerramento com Samba das Minas.

