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1 de novembro de 2025

Festival AzMina celebra 10 anos e reúne centenas de pessoas na Biblioteca Mário de Andrade

Evento gratuito marcou uma década do Instituto AzMina com debates, oficinas e arte sobre os desafios e sonhos do feminismo no Brasil

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Mais de 600 pessoas já passaram pelo Festival AzMina: Sonhando Feminismos neste 1º de novembro. O evento comemora  os 10 anos do Instituto AzMina, organização que une jornalismo, tecnologia e direitos humanos.  O público que esteve  na  Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo,  aproveitou os painéis, oficinas, performance artística, feirinha com marcas parceiras.

O primeiro painel, que abordou os direitos reprodutivos, contou com a presença de Maitê Gauto (Oxfam Brasil), Marcello Medeiros (Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde) e Simony dos Anjos (Rede de Mulheres Negras Evangélicas), com mediação de Joana Suarez (AzMina). Nele, Simony dos Anjos afirmou que “nós estamos resistindo não só contra a ofensiva moral contra o aborto, mas contra o controle do corpo de todos.”

Paralelamente ao painel, ocorreu a oficina de escrita com Natália Sousa, podcaster e escritora, que reuniu 30 participantes. Segundo ela, a ideia era que as mulheres colocassem suas ideias e histórias no papel. “Quando a gente pensa em mulheres, já pensamos numa criação machista que silencia, e elas conseguiram ver (na oficina) que a escrita era esse lugar de criação, de autoria e autonomia.”

O segundo painel, que fez um resgate da Primavera Feminista, passando das hashtags às novas formas de falar sobre gênero no Brasil, contou com a presença de Ana Flor (mestranda em Educação), Carolline Sardá (comunicadora) e Débora Baldin (comunicadora popular). “O maior desafio que estou tentando construir, dentro e fora da internet, é que podemos ser feliz na comunidade travesti”, contou Ana Flor.  Para Débora Baldin é preciso “adaptar a linguagem mesmo, ir pra cima e disputar agenda política com eles, porque eles estão disputando com a gente.”

O Festival AzMina acontece até 20h com  programação gratuita que celebra a resistência, a arte e os sonhos feministas, e um show de encerramento com Samba das Minas.

* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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