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27 de março de 2026

Feminismo que exclui é conservadorismo disfarçado

Excluir mulheres trans não é feminismo: é reforçar o conservadorismo e o controle sobre corpos. Entenda por que a luta deve ser inclusiva

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Você já deve ter esbarrado por aí com o papo de que mulheres trans “ameaçam” as conquistas feministas. Esse é o carro-chefe do movimento antigênero: pegar pautas históricas e distorcê-las para espalhar pânico moral e exclusão. Mas a real é que não existe nada menos feminista do que se aliar a discursos conservadores para vigiar o corpo e a identidade de outra mulher. Se a sua “luta” precisa marginalizar travestis e mulheres trans para existir, ela não está combatendo o patriarcado; ela está ajudando ele a manter tudo como sempre foi.

A transexclusão dentro do movimento, muitas vezes disfarçada de “feminismo radical”, ignora dados básicos de sobrevivência: o Brasil continua no topo do ranking de assassinatos de pessoas trans, e a exclusão do mercado de trabalho é a regra, não a exceção. Na AzMina, a gente reforça: o feminismo deve ser interseccional e inclui todas nós.

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* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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