Você já deve ter esbarrado por aí com o papo de que mulheres trans “ameaçam” as conquistas feministas. Esse é o carro-chefe do movimento antigênero: pegar pautas históricas e distorcê-las para espalhar pânico moral e exclusão. Mas a real é que não existe nada menos feminista do que se aliar a discursos conservadores para vigiar o corpo e a identidade de outra mulher. Se a sua “luta” precisa marginalizar travestis e mulheres trans para existir, ela não está combatendo o patriarcado; ela está ajudando ele a manter tudo como sempre foi.
A transexclusão dentro do movimento, muitas vezes disfarçada de “feminismo radical”, ignora dados básicos de sobrevivência: o Brasil continua no topo do ranking de assassinatos de pessoas trans, e a exclusão do mercado de trabalho é a regra, não a exceção. Na AzMina, a gente reforça: o feminismo deve ser interseccional e inclui todas nós.
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Feminismo bem informado
* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e
não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso
objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências
do pensamento contemporâneo.
Estrategista e criadora de conteúdo digital com foco em jornalismo cultural. Já atuou como produtora e repórter no Canal Brasil e na Record TV Paraíba. Sua trajetória inclui a cobertura mobile e estratégica de grandes eventos como o TEDx, Festival Coquetel Molotov, Festival Mada e ExpoFavela Paraíba, além de passagem por projetos como a formação em audiovisual do Canal Futura, o Geração Futura Juventudes e pela Jornada Galápagos de Jornalismo 2023, retornando dois anos depois como parte da equipe fixa da Galápagos Newsmaking, responsável pelo projeto. Atualmente, é graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba.
João Pessoa
PB
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