Ao escrever sobre a sua vivência periférica, ela transformou a fome, o racismo e o cotidiano na periferia em literatura e denúncia. Como mulher negra, catadora e mãe solo, Carolina desafiou a ideia de que o pensamento crítico e a produção literária só nascem nos centros acadêmicos ou entre as elites, provando que o saber também (e principalmente) nasce nas margens.
Sua primeira obra publicada, Quarto de Despejo, se tornou um clássico, sendo traduzida para dezenas de idiomas e revelando a urgência de uma voz que o projeto político brasileiro sempre tentou silenciar. Conhecer a história de Carolina é essencial para entender as raízes da desigualdade no nosso país e para honrar quem insistiu em existir e escrever, mesmo quando o mundo dizia o contrário.
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