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10 livros escritos por mulheres para ler na quarentena

por Luisa Toller e Suzana Rodrigues
17 de abril de 2020
Biografias, estudos de gênero, romances, livros de todos os estilos para você, quarentener
livros escritos por mulheres
Bora se conectar com outras histórias? (Foto: Pixabay)

Quem puder, deve ficar em casa, pois a quarentena ainda deve se alongar por mais um tempo. Então organizamos uma lista de livros escritos por mulheres para você, quarentener, se conectar a outras histórias.

Biografias, estudos de gênero, romances. Tem livros para todos os gostos, para a quarentena – e além. Livros para quem quer apenas passar o tempo ou estudar mais sobre os mais diversos assuntos. 

1. Pós-F: Para além do masculino e feminino – Fernanda Young

Com textos autobiográficos, a autora (que faleceu em 2019) entra no debate sobre o que significa ser mulher e o que significa ser homem. O livro é ilustrado com desenhos da autora e oferece sua visão de mundo na tentativa de superar polarizações e construir algo maior, em que caibam todos os gêneros.

2. Vozes Insurgentes de Mulheres Negras – Bianca Santana

Esse livro é uma espécie de genealogia do pensamento de mulheres negras e do feminismo negro brasileiro.  Apesar do silenciamento histórico imposto primeiro pela escravidão, e posteriormente pelo racismo, o sexismo e desigualdade social, pensadoras negras nunca deixaram de produzir e publicar. Mulheres como Carolina Maria de Jesus, que fez literatura apesar de tudo jogar contra, e Conceição Evaristo, com suas escrevivências – escrita que nasce do cotidiano, das lembranças, da experiência de vida. O livro está disponível para download no site da Fundação Rosa Luxemburgo.

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3. Outros jeitos de usar a boca – Rupi Kaur

Nesse best seller, a autora conta dos momentos mais amargos da sua vida, mas encontra uma maneira de tirar delicadeza deles – um bom exercício para esses momento difícil, não? Ela conta em formato de poesia sobre experiências de violência, abuso, amor, perda e a feminilidade. 

4. A garota da banda – Kim Gordon

O livro é uma autobiografia da fundadora e ex vocalista da banda Sonic Youth, Kim Gordon. A autora começa o livro pelo fim, contanto o divórcio e o fim da banda. Ela aborda diversos assuntos ao longo do livro como música, casamento, maternidade, feminismo e a paixão pelas artes visuais. 

5. Gênero: uma categoria útil de análise histórica – Joan Scott

A professora de Princeton entende gênero como um saber sobre as diferenças sexuais. E, havendo uma relação inseparável entre saber e poder, gênero estaria entrelaçado nas relações de poder, sendo, nas suas palavras, uma primeira forma de dar sentido a estas relações.

6. Memórias de uma moça bem comportada – Simone de Beauvoir

Esse livro é uma autobiografia que conta sobre a infância e a juventude da autora. Sua paixão pela literatura e filosofia, assim como sua infância religiosa, são contadas a partir das memórias de Simone. Essa é a primeira parte da obra autobiográfica de um dos principais ícones do feminismo, a que se seguiram A Força da Idade, A Força das Coisas e Tudo Dito e Feito.

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7. Mulher livre –  Ana Carolina Lorente, Fernanda Cordeiro, Letícia Gomes, Luiza Gil Enumo 

O livro traz a história de quatro mulheres sobreviventes da violência doméstica. Elas contam como foram seus caminhos e processos de superação e empoderamento. O livro marcou os 10 anos da Lei Maria da Penha, em 2016, que é referência mundial no combate à violência contra mulher. 

8. Vulgo grace – Margaret Atwood

Da mesma autora de O conto da aia, esse romance conta a trajetória de Grace Marks, uma criada condenada à prisão perpétua por ter ajudado a assassinar o patrão e a governanta da casa onde trabalhava. Seu bom comportamento por onde passou intriga e gera vários questionamentos: teria sido enganada pelo patrão? Acometida de um acesso de raiva? Condenada injustamente? Respostas que a autora sabe guardar bem até o fim do livro.

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9. Origens do Totalitarismo – Hannah Arendt

Em tempos de quarentena, as notícias sobre medidas extremas para quem não respeitar a quarentena (tipo prisão) assustam e lembram regimes políticos totalitários. Nesse clássico, Arendt examina as origens históricas e as características políticas comuns dos principais regimes totalitários do século 20, como o nazismo e o stalinismo.

10. Mrs Dalloway – Virginia Woolf

Um romance que se passa na época de 1923, recheado de encontros e surpresas, ele conta a história de Clarissa, esposa de um membro do Parlamento britânico, a partir do momento que ela sai para comprar flores para a festa que vai acontecer em sua casa. Nela, vão se cruzar pessoas de suas atuais relações e de seu passado, entre elas paixões antigas.

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* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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