logo AzMina
9 de julho de 2026

Documentário da Marcha das Mulheres Negras terá primeira exibição em Salvador

Filme será apresentado no dia 14 de julho, junto com lançamento de estudo sobre o tema, celebrando a trajetória de 10 anos entre as duas marchas

Nós fazemos parte do Trust Project

Dez anos após a histórica Marcha das Mulheres Negras de 2015, mulheres negras voltaram às ruas de Brasília contra o racismo e em luta por seus direitos. Essa década de mobilização política e social chega às telas e às páginas de uma nova pesquisa. No dia 14 de julho (terça-feira), às 19h30, o Cine Glauber Rocha, em Salvador, recebe o lançamento do documentário “Juntas pelo Bem Viver: Vozes da Marcha das Mulheres Negras”, realizado pelo Instituto Mídia Étnica, e do estudo “Da Marcha ao Bem Viver: uma década de avanços, desafios e disputas pelos direitos das mulheres negras no Brasil”. 

O evento gratuito começa com a apresentação do estudo e na sequência terá a primeira exibição do documentário. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do cinema a partir de 18h30.

Não dá conta de acompanhar as notícias? Deixe que a gente te ajuda!

Feminismo bem informado

O filme conecta passado e presente por meio de trajetórias individuais e coletivas que revelam a força ancestral, política e espiritual que sustenta a luta das mulheres negras. Entre memórias, desafios e conquistas, o documentário acompanha as transformações vividas entre a primeira marcha, em 2015, e a segunda, realizada em novembro de 2025, quando diferentes gerações se reuniram para caminhar e mostrar sua potência política.

Leia Mais: Mulheres marcham contra a violência policial, o cárcere e o racismo no Brasil

Protagonistas contam suas histórias no movimento

A narrativa é construída a partir dos depoimentos de três protagonistas que trazem diferentes momentos e perspectivas do movimento de mulheres negras no Brasil. O filme reúne Valdecir Nascimento, uma das articuladoras da Marcha das Mulheres Negras de 2015; a jornalista e ativista Juliana Gonçalves, que desenvolveu uma pesquisa acadêmica sobre a marcha; e a jovem feminista Keise Helena, graduanda em Ciências Sociais, que participou do ato pela primeira vez em 2025.

Ao final da sessão, haverá um bate-papo com a entrevistada Keise Helena e integrantes da equipe do filme.

O documentário “Juntas pelo Bem Viver: Vozes da Marcha das Mulheres Negras” foi realizado no contexto da Coalizão de Mídias Negras e Feministas, formada pelos veículos independentes AzMina, Gênero e Número, Alma Preta, Instituto Mídia Étnica e Nós, Mulheres da Periferia. A coalizão foi criada para ampliar a visibilidade e a potência política da 2ª Marcha das Mulheres Negras, produzindo a série de reportagens “Juntas pelo Bem Viver”. 

A produção do documentário contou com o apoio do Instituto Cultura, Comunicação e Incidência (ICCI) e do Equality Fund, além do Fundo de Apoio ao Jornalismo (FAJ), da Fundação Heinrich Böll e da Próspera Social.

Leia Mais: Não era só dor: era racismo médico e obstétrico

Estudo apresenta avanços e desafios da última década 

Antes da exibição do documentário, será lançado o estudo “Da Marcha ao Bem Viver: uma década de avanços, desafios e disputas pelos direitos das mulheres negras no Brasil”. Realizada por Gênero e Número, Observatório da Branquitude e Oxfam Brasil, em parceria com a Marcha das Mulheres Negras, a pesquisa combina análise de dados, revisão documental e contribuições de organizações, pesquisadoras e ativistas comprometidas com a luta antirracista e feminista.

O estudo reúne análises, evidências e reflexões sobre os avanços e desafios enfrentados pelas mulheres negras no Brasil na última década, a partir das reivindicações expressas na Carta da Marcha de 2015. Com base em diferentes dimensões da garantia de direitos, a publicação busca contribuir para o fortalecimento da agenda de reparação, justiça racial e bem viver que orientou a construção da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, em 2025.

A primeira exibição de “Juntas pelo Bem Viver: Vozes da Marcha das Mulheres Negras” integra o projeto “Ações Culturais no Cine Glauber Rocha”, que conta com o apoio da Neoenergia e do Instituto Neoenergia, por meio do edital Transformando Energia em Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Leia mais: Entre machismo e racismo, mulheres negras são as maiores vítimas de violência
* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

Faça parte dessa luta agora

Tudo que AzMina faz é gratuito e acessível para mulheres e meninas que precisam do jornalismo que luta pelos nossos direitos. Se você leu ou assistiu essa reportagem hoje, é porque nossa equipe trabalhou por semanas para produzir um conteúdo que você não vai encontrar em nenhum outro veículo, como a gente faz. Para continuar, AzMina precisa da sua doação.   

APOIE HOJE