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18 de junho de 2019

É muito difícil que a Seleção não siga na Copa

Jogando hoje contra a Itália, a equipe brasileira tem chances de passar para as oitavas até com uma derrota

Hoje é dia de classificação sim ou com certeza? Mas, afinal, quais as chances da nossa seleção carimbar a vaga para a próxima fase do Mundial? As vibrações são as melhores possíveis e o jogo contra Itália não será moleza. Jogando contra nós, pesa a ausência da experiência e qualidade de Formiga, mas em seu lugar, a consagrada Andressinha. E o que mais vamos precisar, além do bom futebol no pé e muita concentração?

Se vencermos, automaticamente estaremos classificadas.

Se empatarmos, vamos depender de alguns resultados. Neste caso, é pouco provável que a seleção fique no segundo lugar do Grupo C, somente caso a Austrália perca para a Jamaica. Se as Matildas ganharem, caímos para terceiro, mas manteríamos o saldo de dois gols pró, assim poderíamos passar, pois também passam para as oitavas os quatro melhores terceiros, entre os seis grupos.

Mesmo com uma derrota nem tudo estará perdido. Isso porque a terceira rodada acaba só na quinta-feira e uma combinação de resultados também levaria o Brasil para as oitavas. Neste cenário, para o Brasil passar, bastam dois terceiros colocados terem campanhas inferiores. O terceiro colocado no Grupo A Nigéria, tem 3 pontos, o mesmo do Brasil, porém com dois saldos negativos de gols e já fez o seu terceiro jogo.

As possibilidades mais factíveis do Brasil passar mesmo com derrota amanhã encontra-se na combinação de resultados dos jogos nos Grupos E e F. A pontuação destes grupos no momento mostra dois times com seis pontos e dois com zero.

Em ambos os grupos, os dois times zerados se enfrentam. No grupo E, Camarões (com -3 de saldo de gol) joga com a Nova Zelândia (também com -3). Enquanto no grupo F, Chile (com -5) enfrenta a Tailândia (-17). Como a Seleção Brasileira possui saldo positivo de dois gols, apenas uma derrota com um placar muito elástico, associado a uma vitória também com placar elástico em alguns dos dois duelos acima tiraria nossa vaga.

Ufa! Muitos números, mas muitas chances. E elas precisam da nossa torcida.

Amanda Célio é jornalista pelo Centro Universitário do Triângulo. Atleta de sofá, feminista por ter ouvido tantos nãos e não se conformar. É de Minas e d’AzMina, péssima em trocadilhos, e, hoje, vive no Rio de Janeiro. Rainha dos dramas, não perde samba, blocos de carnaval e tem a certeza de que esporte é coisa de mulher.

* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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