O Hospital Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo, não é apenas uma unidade de saúde; é um símbolo da resistência pelos direitos reprodutivos no Brasil. Referência nacional no atendimento a vítimas de violência sexual, o serviço foi alvo de uma canetada política ideológica que interrompeu atendimentos essenciais sob justificativas frágeis de “remanejamento”, deixando dezenas de meninas, mulheres e pessoas que gestam desamparadas.
Após três anos de um vácuo assistencial que empurrou pessoas vulneráveis para a clandestinidade, a reabertura em 2026 é uma vitória coletiva dos movimentos feministas e da pressão judicial. O retorno das atividades no “coração da rede” de aborto legal reafirma que o acesso à saúde pública não pode ser refém de projetos ideológicos, garantindo que a lei saia do papel para proteger a vida de quem mais precisa.
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Feminismo bem informado
* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e
não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso
objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências
do pensamento contemporâneo.
Estrategista e criadora de conteúdo digital com foco em jornalismo cultural. Já atuou como produtora e repórter no Canal Brasil e na Record TV Paraíba. Sua trajetória inclui a cobertura mobile e estratégica de grandes eventos como o TEDx, Festival Coquetel Molotov, Festival Mada e ExpoFavela Paraíba, além de passagem por projetos como a formação em audiovisual do Canal Futura, o Geração Futura Juventudes e pela Jornada Galápagos de Jornalismo 2023, retornando dois anos depois como parte da equipe fixa da Galápagos Newsmaking, responsável pelo projeto. Atualmente, é graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba.
João Pessoa
PB
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