Foto: Bruna Piazzi

Com o feminismo ganhando força no Brasil e mundo afora, diversos termos e expressões ligadas ao movimento passaram a se tornar mais conhecidas, utilizadas e até criadas, em grande parte graças às redes sociais.

Mas diferentemente do que acreditam muitos – que até enxergam algum tipo de conspiração contra os homens – o feminismo não é um movimento coeso e unificado. Existem inúmeras correntes e vertentes acadêmicas e de ativismo quando se trata do assunto, e muitas são, inclusive, divergentes.

Por isso não é de se estranhar que inúmeras palavras novas ou diferentes versões e traduções de um termo comecem a pipocar por aí. Mas isso não é motivo para desanimar ou se sentir intimidada ou que não pertence ao clube.

O feminismo sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos. Então nada mais justo que tornar ele acessível a todas e todos.

Nós vamos ajudar a tirar as suas dúvidas e a deixar mais claro o que quer dizer cada uma dessas expressões. E a verdade é que no final das contas, por mais complicado ou complexo que um nome possa parecer, depois que você entender do que se trata, vai se dar conta de que já vivenciou ou presenciou isso muitas vezes na nossa sociedade patriarcal (1) e heteronormativa (2) – olha lá, já podemos começar!

 

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Patriarcado: Sistema social que privilegia o homem em situações de controle e poder, possibilitando a existência do machismo. Exemplos: o marido/pai é o mantenedor da família e tem a palavra final nas decisões que envolvem a todos; apenas homens alcançarem cargos de liderança na maioria das empresas; profissionais homens receberem maior prestígio mesmo quando têm o mesmo conhecimento e experiência de uma mulher.

 

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Heteronormatividade: Sistema que normaliza a heterossexualidade (atração por pessoas do sexo oposto) e os comportamentos associados a cada gênero como se fossem a única opção válida e normal aceita pela sociedade. Exemplos: adultos dizendo a meninos que não podem chorar por que isso é coisa de menina; mulheres serem julgadas por uma vida sexual ativa enquanto homens são elogiados pelo mesmo comportamento; alegar que homossexuais são pessoas que querem ser do outro sexo (alguns podem até querer, mas isso não está diretamente ligado à orientação sexual).

Você pode até ficar se perguntando: se é tão simples então por que complicar? Aí é que está: a opressão nem sempre é tão fácil de ser identificada, tanto que a maior parte das pessoas sequer percebe que vive sob algum tipo de opressão. É aí que entra a importância dos estudos acadêmicos: eles nos ajudam a entender a sociedade em que vivemos e é com esse entendimento e conhecimento que podemos reivindicar e agir em busca de mudanças e de direitos.

Nas próximas colunas eu vou explicar mais alguns termos e relembrar um pouco da história do feminismo e quais as teorias que estão sendo discutidas no meio acadêmico atualmente. Você tem alguma dúvida? É só perguntar que a gente responde! Mande um email para barbara.mengardo@azmina.com.br.

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