logo AzMina

Racismo na moda: como o preconceito se expressa na passarela?

Mulheres negras estampam capas de revista e passarelas bombadas, mas nossa série de mini documentários mostra que isso ainda está longe de resolver o problema

Negritude é sinônimo de beleza. Hoje sabemos disso especialmente graças ao movimento “Black is beautiful” (Negro é lindo), que nasceu nos anos 1960 nos Estados Unidos para promover a autoestima dos pretos e resgatar sua estética e sua história – marginalizadas desde a escravidão. Esse movimento nasceu nas ruas e se espalhou como um fogo bom, mudando os paradigmas da moda no globo todo.

Segundo especialistas ouvidos pela Revista AzMina, ele ganhou força e transformou as bases da indústria brasileira principalmente nos últimos cinco anos. Foi então que a incorporação de negros nas campanhas publicitárias ficou mais forte.

Mas será que é só de imagem que vive o negro na moda?

Para mostrar que não, AzMina fez esta série de mini documentários em que alguns dos maiores nomes da área revelam como o racismo ainda se manifesta na indústria – principalmente onde a foto não alcança. Sim, na moda o racismo na moda também é estrutural e sistêmico: ele aparece desde as campanhas até os bastidores dos escritórios e salões de vendas das grandes marcas.

Assista e compartilhe sua opinião: queremos fomentar discussões importantes e necessárias para provocar a mudança que queremos ver na sociedade!

Episódio 1: Mulher, negra e ícone de moda

Episódio 2: O negro onde a foto não mostra

Episódio 3: Quando a moda vai celebrar a negritude?

Bônus: Juliana Luna e Alexandre Herchcovitch conversam sobre apropriação cultural

Nesta conversa aberta, nossa repórter Luna, que é negra e nosso próprio ícone de moda, explica a um dos maiores estilistas do Brasil o que significa apropriação cultural e como alguém que trabalha com criatividade pode inspirar-se em outras culturas sem desrespeitá-las. 

Somos movidas por uma comunidade forte. Falta você!

AzMina ajudou a revolucionar a cobertura de gênero no jornalismo brasileiro nos últimos 6 anos. Com informação e dados, discutimos temas tabus, fazemos reportagens investigativas e criamos uma comunidade forte de pessoas comprometidas com os direitos das mulheres. Muita coisa mudou nesse meio tempo (feminicídio deixou de ser “crime passional” e “feminista” xingamento), mas as violências contra as mulheres e os retrocessos aos nossos direitos continuam aí.

Nosso trabalho é totalmente independente e gratuito, por isso precisamos do apoio de quem acredita nele. Não importa o valor, faça uma doação hoje e ajude AzMina a continuar produzindo conteúdo feminista que faz a diferença na vida das pessoas. O momento é difícil para o Brasil, mas sem a nossa cobertura, o cenário fica ainda mais tenebroso.

FAÇA PARTE AGORA