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Artistas negras para seguir e indicar

Conheça 16 mulheres de diversas áreas culturais indicadas por nossas leitoras

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Parte considerável da cultura do nosso país foi criada e passada de geração em geração por mulheres negras, apesar dos créditos costumarem ser reservados a homens – em geral, brancos e cis. Por isso, AzMina decidiu construir, em conjunto com nosso público, um banco de indicações de mulheres negras que estão na linha de frente da cultura popular e afro-brasileira. 

Dentre artistas locais influentes e lideranças comunitárias no ramo cultural, reunimos 16 nomes de mulheres das cinco regiões do Brasil indicadas por nossas leitoras. Além de resistirem por meio da cultura, elas preservam e valorizam a história da população negra. Elas aliam ancestralidade e futurismo em suas variadas expressões artísticas, e referências de uma autêntica cultura brasileira se convergem nessa lista de potências. 

Tabatha Aquino

Cantora

tabatha aquino artista negra
Foto: Divulgação

Cantora carioca conhecida por se apresentar principalmente no metrô e ruas da cidade do Rio de Janeiro. Mulher preta, mãe solo de duas crianças, é conhecida por levar sua arte com seus filhos no colo e uma voz marcante. Em suas palestras, Tabatha Aquino fala sobre a solidão da mulher negra, ancestralidade e os impactos psicológicos que afetam especificamente as pessoas pretas. 

Alessandra Crispin 

Cantora

Foto: Divulgação

É cantora e compositora de Juiz de Fora, Minas Gerais. Iniciou na música com 17 anos e desde então propõe formações de grupos em que as mulheres sejam protagonistas, não só cantando, mas também tocando. Aos 25 anos, Alessandra Crispin participou do programa The Voice Brasil e, atualmente, suas composições retratam sua luta enquanto mulher preta e lésbica.

Rubia Divino

Cantora

rubia divino artista negra
Foto: Divulgação

Ao fazer uma mistura do jazz, com a música contemporânea, afrobeat, samba e maracatu, Rubia Divino é a cara da música preta brasileira. É do Rio de Janeiro, mas atua fortemente na cena musical do Paraná como cantora e compositora. Usa a potência de sua voz para empoderar mulheres de diversas gerações.

Mestra Jeane Ferreira 

Manifestação popular

Nascida em Goiana (PE), lidera o grupo Caboclinho União Sete Flexas, um dos principais representantes de uma das tradições mais antigas do Brasil. Jeane Ferreira atua na construção de fantasias, organização de ensaios e dá palestras sobre o Caboclinho, que reúne elementos da cultura cabocla em torno da memória e das referências dos povos indígenas e dos negros que habitaram e ainda vivem em Pernambuco.

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Kelly Castilho

Cineasta

Foto: Arquivo Pessoal

Cineasta paulista, Kelly Castilho é fundadora da Confeitaria Filmes e do projeto cultural Africa Br Contemporary Institute, que apresenta diferentes nomes de artistas pretos do Brasil e do mundo através de projetos contemporâneos. É diretora do especial Mães do Brasil, da Rede Globo, dirigiu o talk Show Preto no Branco, da Band News, e ajudou a desenvolver o premiado Estação Livre da TV Cultura. 

Silvinha

Articuladora cultural

Foto: Arquivo Pessoal

May Rodrigues

Silvia Moreira, conhecida como Silvinha nas comunidades de Mauá, em São Paulo, atua como articuladora cultural, levando literatura e cinema nacionais para as periferias. O objetivo é conscientizar sobre a importância da mensagem nos conteúdos de cultura popular. 

Produtora de eventos culturais

Foto: Divulgação

Participante de grandes festivais musicais no DF, produtora de eventos voltados para a periferia e assessora de artistas locais que não tem condição de arcar com a criação de contratos. Mayara Virgínia Rodrigues tem orgulho em dizer que contribui para a inserção de artistas negros e periféricos na cena musical da capital federal. 

Duda Rodrigues

Produtora cultural e poetisa

Foto: Divulgação

Duda Rodrigues é a responsável, juntamente com o Coletivo Bota o Teu, por levar cultura em formatos de saraus, rodas de conversa e cineclubes para o Bom Jardim, bairro afastado do centro de Maracanaú, maior cidade-dormitório do Ceará. A partir dessa iniciativa, surgiram outros movimentos de cultura relacionados a literatura, artes visuais, circo, teatro e música no bairro. Além de produtora cultural, é poetisa, e já tem um ebook de poesias autorais lançado:“Eduarda – Escritos” (2020).

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Sarah Benedita

Poetisa

Foto: Divulgação

Poeta e produtora cultural, nascida e criada na Ceilândia, Distrito Federal, tem orgulho de já ter sido nomeada como referência de potências jovens da sua cidade com o trabalho desenvolvido na poesia. É descrita como uma poetisa politizada e diversificada. Aos 21 anos, Sarah Benedita já escreve poesia marginal há seis e há um ano fundou a Pérola Negra Prod, produtora de eventos que realiza projetos e leva arte para as ruas de Ceilândia. 

Flay Alves 

Escritora

Foto: Divulgação

Mentora maranhense de mulheres escritoras, Flay Alves é criadora da CriAtivas, uma plataforma digital de educação, networking e geração de renda e emprego para mulheres em sua diversidade. O intuito é promover a pluralidade no mercado literário brasileiro e na sociedade de modo geral, estimulando, capacitando e conectando escritoras e leitoras pretas, nordestinas, nortistas, periféricas e indígenas. Flay já foi colunista da Revista AzMina.

Carla Conteiro

Escritora

Foto: Arquivo Pessoal

Carioca, Carla Cintia Conteiro, é escritora, consultora editorial e tem um projeto que reúne diversas mulheres, o Vozes Femininas trabalha questões como empoderamento feminino e racismo. O projeto é um espaço de apoio e troca de ideias, trabalhando a autoconfiança e a autoestima, tendo livros publicados como resultado. 

Ana Cleide Oliveira

Dançarina

Foto: Divulgação

De Belém, no Pará, Ana Cleide Oliveira afirma que a dança é sua via de comunicação e combate a violências e doenças sociais. Para a dançarina, além de se conectar com sua ancestralidade, a dança do ventre permite com que ela transmita ferramentas de empoderamento e autoestima a outras mulheres negras. 

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Mina Ribeiro 

Grafiteira

Foto: Arquivo Pessoal

É grafiteira, produtora cultural e empreendedora de Belém (PA). Faz parte do Coletivo Pretas Paridas de Amazônia, organização voltada para afroempreendedoras que desenvolvem produtos e serviços ligados às suas histórias. Busca nos saberes ancestrais o bem viver dessas mulheres. Mina Ribeiro tem trabalhos relacionados à questões sociais com recorte interseccional, com o objetivo de fortalecer uma rede de resistência e afeto.  

Alexsandra Ribeiro 

Grafiteira

Foto: Arquivo Pessoal

A artista urbana trabalha com a representação da mulher negra e suas ancestralidades em Fortaleza, no Ceará. Além disso, Alexsandra Ribeiro contribui com o movimento direcionado aos recortes de gênero e racialidade na arte urbana e no grafite.

Nazura

Artista visual

Foto: Divulgação

Nazura é artista visual e pesquisadora no programa de pós-graduação em história social, pela PUC-SP. Residente da zona leste da cidade de São Paulo, produz baseada nos conceitos do afrofuturismo e do pensamento decolonial. Trabalha como ilustradora há seis anos e há oito anos como design e comunicadora. É grafiteira dona de sua própria marca de roupas. 

Tailana Galvão

Ilustradora

Foto: Arquivo Pessoal

Tailana é ilustradora e estudante de comunicação da Universidade de Brasília (UnB). Sempre teve o desenho como um hobby, mas começou a fazer ilustrações por encomenda durante a pandemia. Nas redes sociais faz uma série de tirinhas que falam sobre seus sentimentos e anseios do cotidiano representados pela “Tainha”. É estagiária de redes sociais d’AzMina.

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