logo AzMina

A pandemia afetou a nossa autoestima?

Tem muita gente retomando a vida social. Mas também tem muita mulher com medo de encarar a vida lá fora por questões estéticas

Faz dois anos que a nossa vida se resumiu às telas, e passamos a fazer quase tudo pelo celular, maratonando de série a reunião de trabalho. Nosso contato com computadores, tablets e celulares aumentou 60% na pandemia, segundo um estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais em conjunto com outras instituições mineiras. E isso tem afetado nossa autoestima.

Tanta exposição às telas fez com que muita gente passasse a procurar defeitos no próprio rosto. Prova disso é que a busca por rinoplastias aumentou  4.800% na pandemia, segundo dados do Google.

O fato é que nos acostumamos a ter controle sobre a imagem que as pessoas verão. Isso porque em uma reunião dá para escolher se quer aparecer, optar por usar um filtro no rosto ou mudar a imagem de fundo para que as pessoas não vejam o local em que estamos.

Mas chega uma hora em que precisamos sair de casa, ver pessoas e ter algum contato fora das telas. Mas não estamos preparada para isso, e nem é só por causa da pandemia de Covid-19. Não queremos sair de casa porque estamos nos sentindo feia. 

É isso que a gente discute no “Mas Vocês Veem Gênero em Tudo” dessa semana. Assista!

Somos movidas por uma comunidade forte. Falta você!

AzMina ajudou a revolucionar a cobertura de gênero no jornalismo brasileiro nos últimos 6 anos. Com informação e dados, discutimos temas tabus, fazemos reportagens investigativas e criamos uma comunidade forte de pessoas comprometidas com os direitos das mulheres. Muita coisa mudou nesse meio tempo (feminicídio deixou de ser “crime passional” e “feminista” xingamento), mas as violências contra as mulheres e os retrocessos aos nossos direitos continuam aí.

Nosso trabalho é totalmente independente e gratuito, por isso precisamos do apoio de quem acredita nele. Não importa o valor, faça uma doação hoje e ajude AzMina a continuar produzindo conteúdo feminista que faz a diferença na vida das pessoas. O momento é difícil para o Brasil, mas sem a nossa cobertura, o cenário fica ainda mais tenebroso.

FAÇA PARTE AGORA