logo AzMina

Campanha convida mulheres: #SejaALíderQueTeRepresenta

Com reportagens, vídeos e imagens que discutem as consequências dessa falta de representação, a ambição da campanha é estimular mulheres a debater e propor mudanças.

Neste Dia Internacional da Mulher de ano de eleições, a campanha #SejaALíderQueTeRepresenta convida as mulheres a uma reflexão diferente: e se elas invadissem a política de uma vez por todas para mudar as estruturas do Brasil por dentro? Afinal, mulheres são 51% da população, mas apenas 10% do parlamento.

Ao discutir as consequências dessa falta de representação, a ambição da campanha é estimular mulheres a debater e propor mudanças.

No Facebook, a campanha vai relembrar frases machistas ditas por vários políticos, seguidas de imagens convocando as mulheres para participar mais ativamente da vida política nacional. “Eu tenho absoluta convicção, até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela, o quanto a mulher faz pela casa, o quanto faz pelo lar, o que faz pelos filhos. E, portanto, se a sociedade de alguma maneira vai bem, quando os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada educação e formação em suas casas. E seguramente isso quem faz não é o homem, isso quem faz é a mulher”, do presidente Michel Temer​, será uma dessas frases.

A campanha também quer encorajar a se filiarem a um partido até o dia 7 de abril – prazo dado pela Justiça eleitoral – e se candidatarem ainda em 2018. 

A baixa representatividade feminina na política ainda é alarmante. Embora o Brasil tenha, há 20 anos, uma lei que obriga os partidos a preencherem 30% de suas candidaturas por mulheres, a presença delas no Congresso é pífia. Na Câmara, 10,7% dos assentos são ocupados por elas; no Senado, o índice é de 14,8%. Em nível municipal, dos quase 58 mil vereadores eleitos em 2016, apenas 14% eram mulheres. Em mais de 1,2 mil cidades, não há sequer uma vereadora.

Sem política, não há mudança. Não podemos deixar que os homens sigam falando e legislando por nós. No cenário atual, quem seria a líder que te representa? Você já pensou em ser essa mulher?” questiona Carolina Oms, diretora de redação da Revista AzMina.

Homens motivados a lutar pelos direitos das mulheres também são encorajados a participar e somar esforços.

“A Avaaz fez uma pesquisa entre as mulheres de nossa comunidade para descobrir quais eram os receios que as impediam de se candidatar. Então, convidamos mulheres eleitas – do Senado às Câmaras Municipais – para responderem a essas questões em um vídeo inspirador. Pedimos que todos marquem neste vídeo as mulheres que acreditam que seriam as líderes que o Brasil precisa e entraremos em contato para que tenham todas as informações necessárias para participar do processo eleitoral”, afirma Laura Moraes, coordenadora de campanhas da Avaaz.

Leia mais:

Seis medidas para aumentar número de mulheres na política

Qual o lugar das mulheres na democracia brasileira?

Mulher-laranja: candidatas fantasmas são hit das eleições

Quem está na cola do machismo mesmo?

Desde 2015, AzMina está do lado das mulheres e da luta pelos nossos direitos. E, ao nosso lado, nós tivemos muitas leitoras e leitores, que financiam o nosso trabalho e acreditam que jornalismo feminista deve chegar a todos. Graças aos nossos apoiadores, impactamos a vida de milhares de mulheres e produzimos cada vez mais conteúdos e projetos. Nossas reportagens, vídeos, podcasts, campanhas de conscientização e projetos como o PenhaS e o Elas no Congresso são totalmente gratuitos.

Se você valoriza tudo isso, considere fazer uma doação. Junte-se às mais de 500 pessoas que tornam o nosso trabalho possível. A maior parte dos nossos apoiadores contribui com R$ 20 mensais e cada real é importante.

O jornalismo feminista independente é muito essencial à Democracia sempre. Mas no Brasil de 2021, não podemos descuidar nem um dia. Para isso, AzMina depende de você.

APOIE A CONTINUIDADE DESSE TRABALHO HOJE!