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Empregadas domésticas: por que não valorizamos essas profissionais?

No Brasil há mais de 6 milhões de empregadas domésticas, e 4,5 milhões não têm carteira assinada

“O Brasil é o país do samba, do futebol e do trabalho doméstico”. A frase de Karol Maia, diretora do filme Aqui Não Entra Luz, sintetiza bem o que é nosso país, que tem o maior número de empregadas domésticas do mundo. 

São mais de 6 milhões de trabalhadores domésticos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E a maioria dessas pessoas são mulheres e negras. Isso não é por acaso. O trabalho doméstico tem ligação direta com o período colonial, época em que as mulheres africanas que eram escravizadas trabalhavam nas chamadas casas grandes, fazendo serviços domésticos e sendo amas de leite. 

Esse cenário praticamente não mudou após maio de 1888, porque muitas das desigualdades e explorações que existiam na época da escravidão existem até hoje. É isso que a gente discute no programa Mas Vocês Veem Gênero em Tudo desta semana. 

Além de Karol Maia, AzMina conversou com Luiza Batista, que é presidente da Fenatrad, e luta há décadas para que as trabalhadoras domésticas tenham seus direitos garantidos e respeitados. 

Depois de assistir a esse vídeo no canal d’AzMina no Youtube, você vai entender porque a PEC das Domésticas foi um avanço importante para as trabalhadoras e porque ainda tem gente que insiste em não cumprir a lei. 

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