logo AzMina

AzMina organiza roda de samba feminista com entrada franca

Evento será animado pela banda Quintal de Iaiá, um grupo que tem o amor à diversidade na veia. Conheça mais sobre elas nesta reportagem

Quem foi que disse que feminista gosta de briga? Quando é hora de luta, é hora de luta, mas o próximo sábado, 16 de abril,  vai ser dia de curtir música brasileira da boa! E pra lembrar que a cidade é nossa, resolvemos festejar em espaço público. A Praça da Nascente, pertinho do metrô Vila Madalena de São Paulo, foi a escolhida para receber a bagunça. E o melhor: com samba do bom e calorzinho delícia, ao consumir suas brejas geladas e tapiocas gordinhas, você garante o seu bel prazer e também, é claro, contribui para a Revista AzMina produzir 13 grandes reportagens investigativas sobre temas que combatam o preconceito, empoderem mulheres, ampliem o acesso a direitos das mulheres negras, indígenas, mães, lésbicas e trans e construam um mundo em que a gente é mais feliz e mais livre.

A festa promete muita música boa, comandada pelas meninas do Quintal de Iaiá, um projeto de música brasileira que vem arrancando sorrisos de muita gente desde 2007, ano de sua criação. Em seus shows, a diversidade sempre está presente. “Esse lance eclético é algo que acaba garantindo a autenticidade do Quintal de Iaiá, porque, além das músicas autorais, tocamos desde Happin Hood até Baden Powell.”, afirma Iara Viana, cantora do grupo, animada com a colaboração para o evento de arrecadação às bolsas de reportagem da revista.

“Nós acreditamos no feminismo, achamos que todo protagonismo feminino que visa libertar as mulheres das amarras da opressão tem que ser incentivado, fortalecido e, sempre que podemos, levamos a nossa arte para esses espaços.”

A trajetória do grupo e participações em eventos que visam o empoderamento feminino e prezam pela diversidade já é longa. Idealizado e formado por duas mulheres e também vítima constante do machismo palcos afora, o Quintal já se apresentou em Viradas Feministas, Encontros Internacionais de Mulheres, Caminhadas de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, entre outros eventos e ações culturais.

“Quando eu componho uma letra, automaticamente a música traz o ponto de vista da mulher ao centro da canção, tornando-a protagonista. Ser uma compositora já é um ato de transgressão dentro do universo musical brasileiro, tão liderado por compositores homens.”

“Por isso, achamos importante difundir a sororidade, que é irmandade, coleguismo e parceria entre as mulheres. Acreditamos que juntas somos mais fortes e somente unidas conseguiremos conquistar as transformações sociais que desejamos”, afirma a violonista e compositora Laurinha Guimarães.

O grupo também realizou recentemente uma campanha de financiamento coletivo para
gravar o seu primeiro EP. “Reconhecemos a importância da captação dessa verba e estamos com vocês para ajudar nessa batalha de produção independente, de avanço e visibilidade para o feminismo e de algo muito importante, que são esses novos olhares dentro dos meios de comunicação”, reitera Iara.

Neste vídeo querido, elas contam um pouquinho de sua jornada:

E, falando em meios de comunicação, esse negócio de sermos revista digital dá uma saudade de encontrar gente de carne e osso! Então traz os amigos e amigas, cachorro, papagaio, pandeiro, violão e gogó e vem curtir com a gente e ajudar-nos a seguir produzindo conteúdo independente de qualidade, pois a praça é nossa e a festa também!

Serviço

Onde: Praça da Nascente, pertinho do metrô Vila Madalena de São Paulo, capital

Quando: Sábado, 16 de abril, às 16h

Quanto: DE GRAÇA

Confirme presença e convide os amigos aqui.

Quem está na cola do machismo mesmo?

Desde 2015, AzMina está do lado das mulheres e da luta pelos nossos direitos. E, ao nosso lado, nós tivemos muitas leitoras e leitores, que financiam o nosso trabalho e acreditam que jornalismo feminista deve chegar a todos. Graças aos nossos apoiadores, impactamos a vida de milhares de mulheres e produzimos cada vez mais conteúdos e projetos. Nossas reportagens, vídeos, podcasts, campanhas de conscientização e projetos como o PenhaS e o Elas no Congresso são totalmente gratuitos.

Se você valoriza tudo isso, considere fazer uma doação. Junte-se às mais de 500 pessoas que tornam o nosso trabalho possível. A maior parte dos nossos apoiadores contribui com R$ 20 mensais e cada real é importante.

O jornalismo feminista independente é muito essencial à Democracia sempre. Mas no Brasil de 2021, não podemos descuidar nem um dia. Para isso, AzMina depende de você.

APOIE A CONTINUIDADE DESSE TRABALHO HOJE!