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Maria Quitéria, pioneira do Exército, inspira a IA do Elas no Congresso

A sertaneja baiana driblou o patriarcado do Brasil colonial para lutar na Guerra da Independência e inspirou a Quitér.IA, ferramenta d´AzMina que monitora o Congresso

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Maria Quitéria nasceu no interior da Bahia, na região onde hoje está localizado o município de Feira de Santana. Ela participou de uma das lutas mais importantes pela Independência do Brasil. A guerra expulsou de vez as tropas portuguesas do território baiano, em 2 de julho de 1823. Até hoje, a data é uma das mais celebradas na Bahia.

O alistamento foi um plano calculado de desobediência civil. Segundo documentos históricos, um agente do governo passou pela fazenda de seu pai para convocar voluntários e, na ocasião, discursou sobre a importância de libertar o Brasil. Em seu livro Diário de uma Viagem ao Brasil, a autora Maria Graham conta que, em entrevista, Maria Quitéria contou que sentiu o “coração arder no peito”.

Para colocar o plano em prática, ela contou com a ajuda da irmã. Cortou o cabelo bem curto, enfaixou os seios e pegou emprestadas as roupas do cunhado, José Cordeiro de Medeiros. Assim, alistou-se como “Soldado Medeiros”.

O pai, Gonçalo Alves de Almeida, passou um mês à procura dela. Quando a encontrou fardada no quartel, tentou levá-la de volta para casa. Ele achava que aquilo não era coisa de mulher. Naquela época, as regras proibiam a presença feminina nas forças militares.

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Entretanto, mesmo antes de entrar para o Exército, Maria Quitéria já domava cavalos e sabia manusear armas como ninguém. No grupo militar, se destacou entre os combatentes pela disciplina e boa mira.

Com a visita do pai, o comandante descobriu a verdadeira identidade do então “Soldado Medeiros”. Mesmo assim, ele valorizou mais as qualidades de Maria Quitéria do que a regra, e Quitéria continuou na tropa. Ela liderou combates e seguiu sendo referência.

Quitér.IA: a guardiã digital dos direitos das mulheres

O lugar das mulheres na política e na tecnologia também não está garantido. Por isso, precisamos ocupar esses espaços, questionar as estruturas e criar nossas próprias ferramentas. Se o sistema não foi feito para nós, damos um jeito de hackeá-lo.

Foi em homenagem a Maria Quitéria que AzMina batizou a Quitér.IA. A ferramenta de inteligência artificial analisa proposições legislativas com foco em gênero e raça. Ela classifica os temas e dá uma nota que indica o quanto cada projeto é desfavorável aos direitos das mulheres.

Com a Quitér.IA, é possível monitorar o Legislativo em grande escala, de forma automatizada e qualificada. No site Elas no Congresso, essa quantidade enorme de dados vira informação acessível e transparente.

O que há de novo no Elas no Congresso

A Quitér.IA foi retreinada e ficou mais precisa. Agora ela identifica se um projeto é desfavorável logo que ele é apresentado. O site também passou por uma atualização, trazendo dados mais robustos, novos filtros, alertas diários sobre retrocessos e uma análise do atual Congresso.

Acompanhe o Congresso a partir de 2027

Assista ao vídeo na íntegra para conhecer de perto a história dessa Mina, e navegue pelo Elas no Congresso para saber o que os parlamentares fazem e o que podem fazer a partir de 2027.

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