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Linguagem neutra: a gente precisa mesmo dela?

Entenda o que está por trás do debate sobre gênero neutro

É muito provável que você já tenha visto um juntes e um ilus na internet ou até ouvido um todes em séries e novelas. Essa forma de escrever é característica da linguagem neutra, que propõe flexionar pronomes e adjetivos de uma forma que não marque gênero.

A discussão sobre linguagem neutra começou com uma reivindicação das pessoas LGBTQIA+ de vários países do mundo, que não se identificam de forma binária – ou seja, nem como homem e nem como mulher, e propuseram usar letras como “E” ou “U” em vez de somente o “A” e “O” nas palavras.

Se quiser entender mais sobre como usar a linguagem neutra, AzMina indica ler o Manifesto ILE para uma comunicação radicalmente inclusiva, feito pelo Instituto [SSEX BBOX] gênero e sexualidade fora da caixa.

AzMina reconhece a importância da linguagem neutra porque entende que ela não apaga a luta e nem as violências sofridas por mulheres cis e porque nossa cobertura inclui homens trans e pessoas não-binárias.

Mas a discussão sobre a linguagem neutra não é tão simples assim. Ainda há muita resistência, inclusive de pessoas que se autodenominam como progressistas, mas que rejeitam o seu uso. É isso que a gente discute no “Mas Vocês Veem Gênero em Tudo”. Assista!  

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AzMina ajudou a revolucionar a cobertura de gênero no jornalismo brasileiro nos últimos 6 anos. Com informação e dados, discutimos temas tabus, fazemos reportagens investigativas e criamos uma comunidade forte de pessoas comprometidas com os direitos das mulheres. Muita coisa mudou nesse meio tempo (feminicídio deixou de ser “crime passional” e “feminista” xingamento), mas as violências contra as mulheres e os retrocessos aos nossos direitos continuam aí.

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