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Como a violência policial e de Estado afeta as mulheres

Protestos na Colômbia: contra as mulheres, a violência de Estado tem características bem específicas

A última onda de protestos na Colômbia mostrou que quando se trata da violência policial e do estado, a máxima de proteger mulheres e crianças não existe.

Desde o dia 28 de abril o país vive uma onda de protestos após o governo federal aprovar uma reforma tributária que tinha como base o aumento de impostos sobre a renda e os produtos básicos. A população não aprovou a medida e resolveu ocupar as ruas contra elas. Entre os manifestantes estão mulheres, homens e até crianças. A maioria deles estudantes e trabalhadores. 

O Governo decidiu responder aos protestos com repressão e colocou as forças militares e policiais nas ruas. Dezenas de pessoas ficaram feridas, mulheres foram estupradas por agentes do Estado, e mais de 30 pessoas foram assassinadas, fora as que ainda estão desaparecidas ou presas. 

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O protagonismo das mulheres nas lutas sociais na América Latina não é novidade. Elas estão presentes nas lideranças de movimentos sociais, sindicatos, conselhos, coletivos, organizações da sociedade civil.

O problema é que por estarem à frente dessas lutas, cobrando o governo e monitorando os nossos direitos, nós também estamos mais expostas a sofrer mais com a repressão e violência. Violência essa que na maioria das vezes vem acompanhada da dominação patriarcal e é ainda maior quando se tratam de mulher negras e de classes econômicas menos privilegiadas.

Por essas e por outras a violência policial e de Estado é, sim, um problema de mulheres. E no vídeo da semana no quadro “Mas vocês vêem gênero em tudo?“, no nosso canal do YouTube, a gente explica em detalhes os porquês.

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