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Aborto é sempre traumático? A história de Maria diz que não

Em formato de quadrinhos, contamos a experiência de uma mulher que pôde optar por não prosseguir com uma gravidez indesejada

A maior parte dos relatos de aborto que conhecemos no Brasil é traumática e envolve experiências horríveis. A Revista AzMina recebe, diariamente, pedidos de ajuda de mulheres desesperadas por informações sobre como fazer aborto, pois não têm a quem recorrer. O procedimento, no entanto, não deveria ser envolto de tanto sofrimento. É o que mostra a história de Maria (nome fictício para proteger a sua identidade). Ela teve acesso a um procedimento seguro e o apoio do companheiro e da família.

No mês da Luta pela Descriminalização do Aborto, contamos a história real de Maria em formato de quadrinhos. Ela pôde optar por não prosseguir com uma gravidez que não era desejada. Isso porque teve condições financeiras e emocionais de bancar pelo procedimento. A proibição e a criminalização do procedimento no Brasil obrigam as mulheres, principalmente as pobres e negras, a fazerem o aborto de forma insegura.

“Ele é traumático para as mulheres que não tiveram suporte, não puderam contar com ninguém. Para mim não foi traumático, eu só me senti aliviada”, diz Rebeca Mendes. Ela foi a primeira mulher a entrar com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para realizar um aborto legal fora das três situações em que o procedimento é permitido no país: de risco de vida à mulher, estupro ou feto anencéfalo. Com o pedido negado, ela realizou o procedimento de forma segura na Colômbia.

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