logo AzMina


Relacionamento abusivo?
Vem conversar com a Maia

Assistente virtual ajuda garotas a entenderem se estão em um relacionamento abusivo e dá orientações
    27 de março de 2020

    Você sabe identificar um relacionamento abusivo? Sabe se já viveu (ou vive em um) ou se uma amiga está num relacionamento desses? Muitas vezes é difícil identificar agressões que não deixam marcas físicas, atitudes sutis de controle e isolamento que são confundidas com atos de amor.

    É para ajudar a reconhecer essas atitudes e oferecer ajuda que a assistente virtual Maia (Minha Amiga Inteligência Artificial) foi criada. Ela tem como objetivo orientar garotas a entenderem se estão em um relacionamento abusivo.

    A chatbot está disponível na home do site d’AzMina. Para conversar com ela, basta clicar no ícone de conversa no canto inferior direito da página inicial do site – como indicado com setas na imagem abaixo.

    A Maia conversa com você de forma leve e em tom informativo, apontando os primeiros sinais de quando um relacionamento não é saudável. Basta responder às perguntas dela, como se você estivesse em uma conversa de whatsapp com uma amiga.

    A Maia sabe tudo sobre relacionamentos abusivos, mas ainda está aprendendo a se comunicar. Como ela é uma inteligência artificial, ela não interage como humanos, mas como uma robô. Assim, ela vai aprendendo à medida que mais pessoas conversam com ela. Isso significa que você pode confiar nas suas dicas, mas talvez ela não entenda algumas falas ou expressões, então tenha paciência com ela.

    Leia mais: 15 sinais de que você pode estar em um relacionamento abusivo

    Orientações

    A Maia também oferece orientações caso esteja passando por algum abuso psicológico ou físico. As dicas incluem desde procurar uma pessoa de confiança para se abrir até buscar ajuda psicológica de um profissional, passando por recomendar ouvidorias e Delegacias de Defesa da Mulher.

    “O relacionamento abusivo começa com atitudes sutis de controle, isolamento e ciúmes, muitas vezes confundidos com atos de amor. Em regra, mulheres não identificam esses atos e acreditam que têm o poder de transformar a pessoa com sua dedicação. Para mulheres adolescentes e jovens, é ainda mais difícil identificar essas relações abusivas”, explica Valéria Scarance, promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo.

    Leia mais: Quais são os tipos de violência contra a mulher

    A Maia faz parte da campanha #NamoroLegal, promovida pelo MPSP em parceria com a Microsoft. A campanha visa a chamar a atenção para um problema social cada vez maior que atinge diversas faixas etárias: a violência contra a mulher. Com a Maia, a ideia é apresentar os primeiros indícios de um relacionamento abusivo e evitar que os casos cheguem ao nível de violência física.

    Levantamento do Datafolha de fevereiro de 2019, encomendado pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra que nos últimos 12 meses 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, enquanto 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Grande parte dessa violência acontece em casa e envolve pessoas próximas.

    A Inteligência Artificial entra no projeto como uma aliada para ajudar a esclarecer dúvidas sobre relacionamentos abusivos, fazendo a interação das perguntas feitas pelas usuárias com o conteúdo da cartilha do MPSP sobre relacionamentos abusivos – base que alimenta os diálogos da assistente virtual.

    Leia mais: “O feminismo me ajudou a sair de um relacionamento abusivo”

    Apoie AzMina

    A Revista AzMina alcança cada vez mais gente, já ganhou prêmios e tem mais de quatro anos de impacto na vida de milhares de mulheres. A gente acredita que o acesso a  informação de qualidade muda o mundo. Por isso, nunca cobraremos pelo conteúdo. Mas o jornalismo sério e responsável que fazemos demanda tempo, dinheiro e trabalho duro – então você deve imaginar por que estamos pedindo sua ajuda.

    Quando apoia iniciativas como a nossa, você faz com que gente que não pode pagar pela informação continue tendo acesso a ela. Porque jornalismo independente não existe: ele depende das pessoas que acreditam na importância de uma imprensa plural e livre para um país mais justo e democrático.

    Apoie AzMina

    Apoie o jornalismo em defesa da mulher