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No dia 8 de março de 2018, Dia Internacional da Mulher e ano de eleições, a campanha d’AzMina #SejaALíderQueTeRepresenta convidou as mulheres a uma reflexão diferente: e se elas ocupassem a política de uma vez por todas para mudar as estruturas do Brasil por dentro? Afinal, mulheres são 51% da população, mas apenas 10% do parlamento.

Ao discutir as consequências dessa falta de representação, a ambição da campanha é estimular mulheres a debater e propor mudanças.

No Facebook, a campanha #SejaALíderQueTeRepresenta relembrou frases machistas ditas por vários políticos, seguidas de imagens convocando as mulheres para participar mais ativamente da vida política nacional. “Eu tenho absoluta convicção, até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela, o quanto a mulher faz pela casa, o quanto faz pelo lar, o que faz pelos filhos. E, portanto, se a sociedade de alguma maneira vai bem, quando os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada educação e formação em suas casas. E seguramente isso quem faz não é o homem, isso quem faz é a mulher”, do presidente Michel Temer​, será uma dessas frases.

A campanha também encorajou mulheres a se filiarem a um partido até o dia 7 de abril – prazo dado pela Justiça eleitoral – e se candidatarem ainda em 2018. 

A baixa representatividade feminina na política ainda é alarmante. Embora o Brasil tenha, há 20 anos, uma lei que obriga os partidos a preencherem 30% de suas candidaturas por mulheres, a presença delas no Congresso é pífia. Na Câmara, 10,7% dos assentos são ocupados por elas; no Senado, o índice é de 14,8%. Em nível municipal, dos quase 58 mil vereadores eleitos em 2016, apenas 14% eram mulheres. Em mais de 1,2 mil cidades, não há sequer uma vereadora.

Sem política, não há mudança. Não podemos deixar que os homens sigam falando e legislando por nós. No cenário atual, quem seria a líder que te representa? Você já pensou em ser essa mulher?” questiona Carolina Oms, diretora de redação da Revista AzMina.

Na revista, a campanha discutiu motivos e consequências dessa falta de representatividade:

Seis medidas para aumentar número de mulheres na política

Qual o lugar das mulheres na democracia brasileira?

Mulher-laranja: candidatas fantasmas são hit das eleições

Quem está na cola do machismo mesmo?

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