Imagem componente do projeto fotográfico “Alegoria”, de Juliane Albuquerque, que debate a violência no Carnaval (conheça mais em http://www.jullianealbuquerque.com/)

Diariamente nos vemos expostas a situações de assédio, medo e violência simplesmente por sermos mulheres. O Brasil é o quinto país em que mais mulheres são assassinadas no mundo e, por aqui, acontecem mais de meio milhão de estupros anualmente. Agressões cuja culpa, frequentemente, é colocada sobre a mulher por causa de uma cultura que nos educa a pensar assim: roupa muito curta, estava bêbada, estava querendo, ela dá pra qualquer um, e por aí vai… Se no dia a dia isso já gritante, imagine no Carnaval! 

Um período que deveria ser leve e divertido com frequência acaba se tornando um evento em que policiamos fantasias e comportamentos por medo do que pode acontecer. Mas isso não é, nem de longe, normal. Por isso, no ano passado tentamos educar os homens para um #CarnavalSemAssédio, junto com o Catraca Livre, o Vamos Juntas?, o #AgoraqueSãoElas e o Nós, Mulheres da Periferia. E esperamos que o sucesso das dicas de 2016 continue repercutindo este ano.

Leia mais: Guia didático da diferença entre paquera e assédio

Nosso foco, neste ano, são as minas. Mesmo que o assédio continue acontecendo, não precisamos encará-lo sozinhas. Afinal, um dos lemas do feminismo é a sororidade, ou seja, a irmandade entre as mulheres. E isso também é sobre socorrer uma mina passando mal no meio da rua. É sobre se meter numa briga para defender outra mulher. É sobre não concordar e lutar contra qualquer tipo de assédio, abuso ou tentativas. É sobre oferecer companhia. É sobre prestar ajuda, do jeito que for e pra quem for, principalmente quando se trata de outras mulheres.

Nesse carnaval, #UmaMinaAjudaAOutra.

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Para inspirar, confira algumas ideias de como fazer toda a diferença pra mina do seu lado nesta folia.

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