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Marilda de Souza: suas pesquisas mudam as políticas públicas para a doença falciforme

Farmacêutica é a primeira mulher e negra presidente da Fiocruz Bahia, e é referência na pesquisa da doença

Talvez você já tenha ouvido falar da anemia falciforme. Ela é a variação mais grave da doença falciforme, um problema genético que diminui a circulação de oxigênio no sangue. Afeta o corpo todo e pode ter vários sintomas, indo de dores a atraso no crescimento. Por ter efeitos sistêmicos, requer atenção de várias especialidades médicas e também políticas públicas para acompanhamento da criança doente e da família. 

O que muita gente não sabe é que a doença falciforme tem prevalência elevada no continente africano e em países, como o Brasil, que recebeu grande migração forçada de populações africanas. Na Bahia, a cada 640 nascimentos, uma pessoa tem a doença. 

Foi exatamente por essa enorme implicação social que a farmacêutica Marilda de Souza Gonçalves decidiu se dedicar a estudar a doença. Com longa trajetória em suas pesquisas, ela se tornou uma das principais referências do assunto no país. O trabalho de Marilda tem impactado as políticas públicas e o atendimento que pacientes e suas famílias recebem. 

Ela é também a primeira mulher, negra e não médica a dirigir a Fiocruz da Bahia. No segundo episódio da série Elas.Lab, Marilda apresenta seu trabalho e conta sobre sua trajetória. Assista! 

A série entrevista cientistas brasileiras com trabalhos inovadores na área da saúde, e terá novo episódio no canal d’AzMina no Youtube na quarta-feira, 9 de março. Se inscreve e ativa a notificação pra não perder! O projeto, produzido via lei de incentivo, com patrocínio do Grupo Fleury, procura visibilizar o trabalho de cientistas mulheres e incentivar meninas a buscarem carreira na ciência.

AzMina estimula professores a fazerem exibições da série para seus alunos e preparou um guia para conduzir discussão sobre os episódios em sala de aula.

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