logo AzMina

Domésticas fazem movimento em redes sociais para denunciar abusos dos patrões

Página “Eu Empregada Doméstica”, criada por Joyce Fernandes, reúne relatos sobre essas profissionais e as situações humilhantes a que são submetidas por seus patrões.

Por tempo demais elas foram as mulheres silenciosas nos quartinhos dos fundos e nas cozinhas, mas a página “Eu, Empregada Doméstica”, criada por Joyce Fernandes na última quarta-feira, veio dizer: chega! Através de relatos dessas profissionais sobre situações humilhantes a que foram submetidas por seus patrões, Joyce consegue mostrar que as coisas que estamos considerando normais por aí não tem nada de exemplares – ou sequer aceitáveis.

“Um dia tentaram silenciar nossa voz, mas nossa voz ecoa e dessa vez pelo mundo – se depender da nossa sagacidade de vencer e ser ouvida” diz ela, em um dos posts.

Na própria página, a administradora afirma que a ideia nasceu da sua própria vivência. No último dia 19, começou a relatar situações que viveu sendo doméstica e, assim, procurou incentivar outras mulheres a também contarem suas histórias, de maneira anônima. O que elas revelam é que muitas são obrigadas a aceitar situações abusivas, pois precisam do dinheiro para sustentar suas famílias e elas próprias.

Em um pouco mais de dois dias, a página já possui cerca de 65 mil likes na rede social. Entre os escritos, há diversos que dizem a respeito à segregação da convivência entre patrões e funcionária, na hora das refeições, por exemplo.

Todos relatos são publicados com a Hashtag #EuEmpregadaDoméstica. Confira alguns deles:

IMG_20160722_112745

IMG_20160722_113029

received_10209854512023268

received_10209854512063269

received_10209854512143271

received_10209854512183272

received_10209854512503280

received_10209854547704160

received_10209854547824163

received_10209854548184172 received_10209854548264174

 

 

Quem está na cola do machismo mesmo?

Desde 2015, AzMina está do lado das mulheres e da luta pelos nossos direitos. E, ao nosso lado, nós tivemos muitas leitoras e leitores, que financiam o nosso trabalho e acreditam que jornalismo feminista deve chegar a todos. Graças aos nossos apoiadores, impactamos a vida de milhares de mulheres e produzimos cada vez mais conteúdos e projetos. Nossas reportagens, vídeos, podcasts, campanhas de conscientização e projetos como o PenhaS e o Elas no Congresso são totalmente gratuitos.

Se você valoriza tudo isso, considere fazer uma doação. Junte-se às mais de 500 pessoas que tornam o nosso trabalho possível. A maior parte dos nossos apoiadores contribui com R$ 20 mensais e cada real é importante.

O jornalismo feminista independente é muito essencial à Democracia sempre. Mas no Brasil de 2021, não podemos descuidar nem um dia. Para isso, AzMina depende de você.

APOIE A CONTINUIDADE DESSE TRABALHO HOJE!