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Congelamento de óvulos: nova revolução feminina?

Vendido como um “seguro fertilidade”, a busca pelo congelamento disparou na pandemia, mas quando ele atende a uma necessidade real e quando começa a servir a uma sociedade que não tolera mães que trabalham?

Talvez você já tenha se deparado com uma propaganda de congelamento de óvulos na sua rede social preferida. Ou pode ser que essa conversa tenha te invadido, depois daquela consulta de rotina com a ginecologista. Você nem tava pensando na sua fertilidade, mas parece que agora todo mundo tá olhando para ela. 

A proposta parece boa: não sabe se quer ser mãe ou quer adiar a maternidade para depois? Congele os seus óvulos, preserve a sua fertilidade e realize esse sonho em até dez anos. E é por essa proposta de liberdade e autonomia que alguns laboratórios têm chamado essa técnica de “nova revolução feminina”. Mas, será que é mesmo? 

É inegável que o congelamento de óvulos traz muitos benefícios, mas quando ele atende a uma necessidade real e quando ele começa a ser mais uma forma de pressionar as mulheres a usarem a sua capacidade reprodutiva?

Os dilemas e anseios envolvidos nessa decisão foram tema do nosso programa “Mas vocês veem gênero em tudo” no Youtube. Assista! A gente entrevistou a  ginecologista e obstetra especialista em medicina fetal, Gabriela Berreza dos Santos e a mestre em saúde pública Marian S. G. Bellamy para nos ajudar nessa conversa. Veja!

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