logo AzMina

Católicas fazem campanha contra voto em fundamentalistas

Memes evidenciam os discursos típicos de candidatos que usam a religião para dar voz a propostas violentas e angariar votos

Este ano assistimos a crise política brasileira se agravar, criando um clima de tensão que influencia os eleitores na escolha dos candidatos para as eleições municipais. Ao mesmo tempo, tem crescido o discurso fundamentalista, que usa a religião para dar voz a propostas que desrespeitam os direitos humanos e estimulam opressões.  E na corrida eleitoral, não faltam candidatos que se apropriam deste discurso religioso fundamentalista para angariar eleitores. São políticos que atacam a comunidade LGBT, a juventude, os negros, os nordestinos, os imigrantes, e nós mulheres.

É por isso que o movimento Católicas Pelo Direito de Decidir lançou a campanha “Nestas eleições, não vote em fundamentalista”. Com uma série de memes, para chamar a atenção a esses candidatos. Nas imagens divulgadas nas redes sociais, elas elucidam a forma do discurso típico dos candidatos, só que trazendo a realidade por trás das mentiras ou das linguagens ambíguas, tratando esse tema que assombra a política brasileira de uma maneira divertida.

     

Católicas Pelo Direito de Decidir é uma ONG de repercussão internacional, presente na América Latina, Estados Unidos e Europa. O grupo acredita que a religião tem, sim, sua devida importância histórica mas isso não deve interferir nas escolhas individuais e, muito menos, nas políticas públicas. Logo, defendem abertamente o estado laico e o respeito aos direitos humanos acima de qualquer questão de crença, principalmente o que é em relação às minorias oprimidas pelo sistema.

A organização tem como objetivos: ajudar a construir um discurso ético-teológico feminista, garantindo a autonomia das mulheres frente as suas questões; fortalecer a livre expressão religiosa e a tolerância, promovendo diálogos entre as diferentes religiões. Elas defendem a laicidade do Estado e trabalham pela aprovação e implementação de leis e serviços em favor das minorias sociais, promovendo a justiça, além da diversidade social e sexual.

 

 

Somos movidas por uma comunidade forte. Falta você!

AzMina ajudou a revolucionar a cobertura de gênero no jornalismo brasileiro nos últimos 6 anos. Com informação e dados, discutimos temas tabus, fazemos reportagens investigativas e criamos uma comunidade forte de pessoas comprometidas com os direitos das mulheres. Muita coisa mudou nesse meio tempo (feminicídio deixou de ser “crime passional” e “feminista” xingamento), mas as violências contra as mulheres e os retrocessos aos nossos direitos continuam aí.

Nosso trabalho é totalmente independente e gratuito, por isso precisamos do apoio de quem acredita nele. Não importa o valor, faça uma doação hoje e ajude AzMina a continuar produzindo conteúdo feminista que faz a diferença na vida das pessoas. O momento é difícil para o Brasil, mas sem a nossa cobertura, o cenário fica ainda mais tenebroso.

FAÇA PARTE AGORA