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Romance de folhetim

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Pequenas esposas: décimo sexto

Era a mesma cara que Matias fazia quando chegava ansioso pela cama, o mesmo tipo dos peões da fazenda, gorgolejando indecências. Ela já sabia o que significava quando os rostos de todos os homens pareciam um só.

Pequenas esposas: décimo quinto

No ponto de trabalho, com as colegas, não comentava. Elas ardiam de inveja porque sabiam, no ápice das fofocas grosseiras, que a menina tinha arranjado um peixão. Bonito, rico, deputado. Milagre assim, nem em filme.

Pequenas esposas: décimo quarto

O gosto de álcool incendiando a língua. Arthur gostou da sensação, a moleza indistinta, embora não conseguisse entender o motivo pelo qual estava sendo premiado e não castigado

Pequenas esposas: décimo terceiro

Agora, entretanto, a garota entendia que havia de ter mais irmãos na vida, ainda que não tivesse mais pai e mãe

Pequenas esposas: décimo segundo

Os vizinhos se aglomeraram, orbitando o corpo até a polícia chegar, mas o filhodaquelamulherzinha ninguém pensou em tirar dali

Pequenas esposas: décimo primeiro

Destino de puta fidelizada, em via de regra, só podia ser três: paixão, pobreza ou morte. Ou todos ao mesmo tempo.

Pequenas esposas: décimo

Não gostava do visitante, da responsabilidade de recebê-lo – quero que seja como um filho seu, Matias havia dito, acometido de uma vontade febril de ter família

Pequenas Esposas: Nono

A cabeça de Maria nunca tinha voltado a ser a mesma, é claro. Não barulhava como antes

Pequenas Esposas: Oitavo

Ele era só um pequeno acidente a ser contornado, devolvido para de quem era a culpa de verdade

Pequenas Esposas: sétimo

Refletiu sobre as possíveis razões e só encontrou uma: estava claro que, de tanto remexer, o marido tinha arrebentado qualquer coisa dentro dela
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