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Mulheres: o que fazer se sofrerem violência nas Olimpíadas

Separamos os quatro maiores perigos que estarão nas ruas durante os jogos e te ensinamos o que fazer diante de cada um deles
por Amanda Negri
5 de agosto de 2016
Foto: gratisography.com
Foto: gratisography.com

Hoje damos largada às Olimpíadas e é bom ficar atenta: em tempos de grandes eventos esportivos, com um grande fluxo de turistas, álcool, jogos e comemorações, ficamos vulneráveis a vários tipos de violências e muitas pessoas se aproveitam disso. A gente te dá algumas dicas de como agir diante de cada uma delas.

AzM_vaquinha_bullet_1Problema: Com a vinda de turistas para a cidade, o mercado da prostituição esquenta – e também, infelizmente, a exploração sexual de crianças. No Brasil, se houver cobrança de relações sexuais com menores de 18 anos, mesmo com consentimento do próprio e dos familiares, isso é crime.

O que fazer: Você pode fazer parte da solução e emprestar olhos e ouvidos às autoridades que estão cuidando de combater o problema. Caso veja uma situação de exploração sexual de crianças, ligue 181 (Disque-Denúncia específico para isso) e passe o maior número possível de informações que conseguir capturar, como local e hora em que viu o ocorrido, aparência do cliente ou de um possível “cafetão”.

AzM_vaquinha_bullet_2Problemas: Machistas estão por todos os lugares e eles (nem ninguém, se você não quiser) não têm direito algum sobre o seu corpo. Eles vão tentar te tocar sem permissão, te segurar contra a vontade, te beijar à força, dizer coisas que te desagradam e insistir após a rejeição. Às vezes, vão até te agredir verbal ou fisicamente.

Como agir: Caso sofra ou veja um caso de assédio ou abuso, denuncie; se for o caso, grite e faça o sujeito passar vergonha. Aos olhos de um machista, mulheres se deslocando sozinhas são alvo.  Una-se com outras mulheres, peça e ofereça ajuda. Caso veja algum caso de violência, de qualquer tipo, contra uma mulher: ligue 180, essa é a linha de denúncias da Secretaria especial de políticas para as mulheres. Você também pode baixar o aplicativo deste serviço em seu celular antes mesmo de sair de casa.

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Problema: Infelizmente, alguns homens doentes se aproveitam de aglomerações e de mulheres alcoolizadas e fora de casa até tarde para cometer estupros.

Como agir: Primeiramente lembre-se de que estupro não é apenas penetração vaginal: se uma pessoa te forçar a fazer qualquer coisa de conotação sexual sem o seu consentimento, isso é estupro. Se tiver um envolvimento sexual com você enquanto estiver bêbada ou drogada demais para consentir ou até desacordada, é estupro. A culpa nunca é sua. A primeira coisa a fazer é pedir apoio de uma pessoa que te traga estabilidade emocional. Depois, é importante lembrar de não tomar banho. Se você se lavar antes de os investigadores fazerem exames em seu corpo, destruirá as provas que poderiam colocar o seu agressor na cadeia. Finalmente, vá à Delegacia da Mulher mais próxima. Se sua cidade não tiver uma delegacia da mulher, você pode ir até qualquer centro policial prestar queixa.

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Problema: Com um maior número de pessoas, furtos e roubos se multiplicam. Eles infelizmente são comuns, seja o evento no hemisfério norte ou no sul.

Como agir: Não reaja: sua vida vale mais que seus objetos! Para se prevenir, leve poucas coisas aos jogos e preste atenção aos seus pertences. Caso veja ou sofra um assalto: ligue 181 e avise o policial mais próximo.

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