logo AzMina

Lançamento do livro “Se Eu Fosse Puta” é hoje, em São Paulo

por Equipe AzMina
9 de agosto de 2016
Colunista d'AzMina fala sobre transição, feminismo e experiência na prostituição em nova obra

Hoje a Livraria Cultura da Paulista recebe o lançamento do livro “Se Eu Fosse Puta” de Amara Moira, travesti doutoranda e também colunista d’AzMina. O livro contém relatos sobre a sua experiência de transição de gênero e, depois, como profissional do sexo.

Amara optou pela prostituição desde que transicionou, e registrou em um blog, que leva o mesmo nome do livro, as novas experiências. Sem nunca abandonar a academia, Amara estudou Letras e hoje é doutoranda em Teoria Literária, pela Unicamp. A narrativa constrói a história de Amara como mulher, além de trazer o lugar de fala das trans prostitutas e também a importância da luta pela visibilidade das prostitutas no Brasil. Sem se colocar contra a prostituição, ela se coloca na batalha por melhores condições de trabalho e remuneração para as profissionais do sexo, e também procura quebrar o estigma criado em volta da profissão.

O evento contará com um bate papo “putafeminista” com Monique Prada e a também travesti Indianara Alves Siqueira, ambas ativistas das profissionais do sexo e autoras dos pré e pósfacio do livro; a conversa será mediada por Clara Averbuck, escritora feminista e dona do blog “Lugar de Mulher”. O evento contará também com a presença da cartunista Laerte, que tem sua participação no livro com as tirinhas da Muriel com o tema “E se eu fosse?”, além da presença musical da Mc Linn da Quebrada, no começo e no final do evento, e das drags Jaqueline Ramirez e Kiô Morgana Ramirez na recepção da livraria.

Tudo isso – enlouquecendo o patriarcado – às 18 horas dessa terça-feira. A livraria fica na Avenida Paulista, no número 2073.

* As opiniões aqui expressas são da autora ou do autor e não necessariamente refletem as da Revista AzMina. Nosso objetivo é estimular o debate sobre as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

Apoie AzMina

AzMina alcança cada vez mais gente e já ganhou mais prêmios do que poderíamos sonhar em tão pouco tempo. A gente acredita que o acesso a  informação de qualidade muda o mundo. Por isso, nunca cobraremos pelo conteúdo da Revista AzMina. Mas o jornalismo investigativo que fazemos demanda tempo, dinheiro e trabalho duro – então você deve imaginar por que estamos pedindo sua ajuda.

Quando você apoia iniciativas como a nossa, você faz com que gente que não pode pagar pela informação continue tendo acesso a ela. Porque jornalismo independente não existe: ele depende das pessoas que acreditam na importância de uma imprensa plural e independente para um país mais justo e democrático.

Apoie AzMina

AzMina é uma resposta feminista à desigualdade e ao preconceito