Letícia Pettená sonhava em criar uma família, ter filhos e um lar repleto de amor. Mas tinha um empecilho: a inflexibilidade de horários do seu trabalho. Percebeu que, como funcionária, não era dona de seu tempo, ele pertencia todo às grandes empresas. Foi quando encontrou sua colega Carol Mello, que sofria do mesmo mal; juntas elas decidiram que era hora de usar suas experiências de mercado de trabalho para criarem uma empresa própria.

Carol é publicitária, Letícia é formada em administração de empresas, e delas nasceu a consultoria de branding, “Marcas com SAL”, hoje com cinco sócios, quatro mulheres e um homem. O serviço de branding, ou gestão de marca, se resume a administrar ou propor estratégias para uma empresa e sua marca. “O sal, nos alimentos, não é protagonista, ele serve para enaltecer”, explica Letícia sobre a escolha do nome.

Mural de Post-its com os nomes dos sócios e suas responsabilidades, Paulo, Letícia, Rosana, Carol e Marcela, respectivamente. Foto: Amanda Negri

Em 5 anos, desde que a SAL foi criada, vieram gêmeos – coincidentemente para as duas – e qualidade de vida. A empresa procura ter uma abordagem pragmática, diferente das grandes agências que se perdem na burocracia e, consequentemente, na lentidão. Uma cultura diferenciada: poucas pessoas, conectadas como uma família para que a máquina funcione, sem noites viradas ou pés doendo (uma das funcionárias presentes trabalhava sem sapatos), com seriedade e um envolvimento profundo com as questões dos clientes “próprios de uma mulher”, como coloca Letícia. De acordo com ela, o lado ruim é viver sobre algumas incertezas.

Segundo ela, o papel da mulher em uma estratégia de marketing é fundamental, porque somos nós quem, no Brasil, mais decidimos sobre o que comprar para a família. A SAL propõe aos clientes que quebrem os estereótipos típicos que, além de serem problemáticos, já não obtém bons resultados.

Foto: Amanda Negri

O mercado de branding se mostra um pouco mais equilibrado quanto à lideranças femininas, ao contrário da publicidade, em que ainda se vê fortemente a presença masculina nas chefias. A SAL acredita no empoderamento como chave no relacionamento com o cliente, assim, procuram ensinar a lógica do serviço para que eles e o cliente possam pensar, juntos, nos melhores caminhos para o negócio. Por conta disso, eles criaram, em parceria com a empresa Dedo de Moça, o FoodLab”, um curso intensivo sobre negócios gastronômicos para novos empreendedores da área. 

Letícia constata que 70% dos inscritos são mulheres que procuram o curso para mergulharem no empreendedorismo e fazerem seus negócios bombarem. Uma das suas alunas, Roberta Loria, nunca havia trabalhado em uma empresa do ramo alimentício, era advogada e também desistiu do mundo corporativo para ter mais tempo com as filhas (coincidência? achamos que não). Seu gosto pela cozinha acendeu e, assim, despertou-se uma nova possibilidade de negócio: um serviço de buffet. Criou “A Banqueteira” e procurou mais conhecimentos sobre as técnicas do empreendedorismo através do FoodLab.

“Acho que as mulheres buscam muito mais oportunidades de se capacitarem” afirma a aluna, realizada quanto ao objetivo do curso. 

O próximo FoodLab está com as inscrições abertas por email (contato@dedodemoca.net). Quem disser que viu pela AzMina ganha desconto!